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Judô muda regras para incentivar ippon e extingue pontuação mais baixa

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Após ganhar apenas três medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio, o judô brasileiro vê as regras da modalidade mudarem. A Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês) anunciou novas e impactantes mudanças nos combates, visando maior dinamismo e, principalmente, incentivando o ippon.

Agora, além das punições, só o golpe jogando o rival de costas no chão, ou a imobilização por 20 segundos encerram uma luta antes do tempo regulamentar - que caiu de cinco para quatro minutos no masculino. Antes, dois wazaris, o golpe intermediário, equivaliam a um ippon.

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Pelas novas regras, que começam a valer em janeiro e serão testadas até o Mundial de Budapeste (Hungria), entre agosto e setembro, os wazaris só definem o vencedor se ninguém conseguir um ippon ao fim de quatro minutos de combate. Se aprovadas, as mudanças valem ao longo de todo o ciclo olímpico, até 2020.

Da mesma forma, a IJF também acabou com a figura do yuko, que era a menor pontuação possível do judô. No ano que vem, as situações que antes valiam yuko agora vão render um wazari.

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Os shidôs, punições por diversos motivos, principalmente falta de combatividade, continuam existindo. Para incentivar os judocas a atacarem, agora três - e não mais quatro - shidôs eliminam um lutador. Por outro lado, isso dá mais poder aos árbitros.

Entre as diversas outras alterações técnicas, vale destacar o fim da eliminação por catada de perna, punição que tirou Rafaela Silva dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. A partir do ano que vem, essa infração vale apenas um shidô.

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