Jogos de Inverno: Brasil se despede com campanha histórica, recordes e ouro inédito
Delegação teve marcas relevantes em quase todas as modalidades em Milão-Cortina e mostrou evolução nos esportes na neve
Mais Esportes|Do R7

O Brasil fez história nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026. Embalada pelo ouro inédito de Lucas Pinheiro, a delegação brasileira encerrou sua participação no evento com a melhor campanha de todos os tempos e, pela primeira vez, apareceu no quadro de medalhas da competição.
Além da medalha de ouro no slalom gigante do esqui alpino, o Brasil colocou cinco atletas entre os 20 melhores do mundo em suas respectivas modalidades, consolidando mais um feito expressivo para a delegação. Milão-Cortina também entrou para a história pelo número recorde de representantes: foram 14 brasileiros em ação, a maior delegação da história do país, superando todas as participações anteriores.
O presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Marco La Porta, destacou a evolução da delegação e celebrou o resultado histórico. “Começamos bem, aumentando o número de participantes, aumentando o número da delegação. E fechamos literalmente com a chave de ouro, conquistando a primeira medalha olímpica do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno. E logo uma medalha de ouro”, comemorou o dirigente.
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Ouro que mudou a história
O grande nome da campanha foi Lucas Pinheiro Braathen. No slalom gigante do esqui alpino, o brasileiro fez duas descidas seguras, técnicas e agressivas para superar favoritos europeus e cravar seu nome na história das Olimpíadas. A medalha de ouro representou não apenas o primeiro pódio do Brasil em Jogos de Inverno, mas também a quebra de uma barreira simbólica que acompanhava o país desde sua estreia na competição.
Até então, o Brasil jamais havia figurado no quadro de medalhas. O feito em Milão-Cortina mudou esse cenário de forma definitiva, com o lugar mais alto do pódio. O desempenho brasileiro, porém, não se resumiu ao ouro.
Salto de competitividade
No skeleton feminino, Nicole Silveira terminou na 11ª posição, o melhor resultado do país na modalidade em Jogos Olímpicos. No snowboard halfpipe, o Brasil também teve presença consistente. Pat Burgener ficou em 14º lugar, alcançando o melhor resultado nacional na prova. Já Augustinho Teixeira terminou na 19ª colocação.
No bobsled, o trenó 4-man comandado por Edson Bindilatti, ao lado de Davidson de Souza, Luis Bacca e Rafael Souza, terminou na 19ª posição, mais uma vez registrando o melhor desempenho da história do país na categoria. No 2-man, Bindilatti e Bacca também registraram o melhor resultado brasileiro na prova, fechando na 24ª colocação.
No esqui cross-country, o Brasil também mostrou evolução. Bruna Moura e Duda Ribera alcançaram a 21ª posição no sprint feminino por equipes, melhor marca nacional na prova, enquanto Manex Silva obteve o melhor resultado brasileiro no sprint clássico masculino. Já no esqui alpino, além do ouro histórico no slalom gigante, Giovanni Ongaro registrou o melhor desempenho do país no slalom, consolidando uma campanha que simboliza o salto de competitividade do Brasil nas modalidades de neve.









