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Governo pede transparência de preços para hotéis durante a Copa

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RIO DE JANEIRO, 16 Jan (Reuters) - Preocupada com a pratica de preços abusivos durante a Copa do Mundo, a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça quer que os hotéis das 12 cidades-sede do Mundial deem transparência aos seus preços e publiquem na Internet os valores das diárias que serão cobradas nesse período, disse a secretaria da pasta, Juliana Pereira.

O primeiro acordo foi firmado nesta quinta-feira pela secretaria com a associação da rede hoteleira do Rio de Janeiro. As redes de hotéis se comprometeram a colocar em seus sites os valores da tarifas que vão cobrar por uma vaga em um hotel no período da Copa do Mundo.

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No caso do Rio de Janeiro, os picos de demanda ocorrem em períodos como Carnaval e Réveillon. "Se for maior que Carnaval e Réveillon, é abusivo o preço", afirmou a vice presidente da ABIH-RJ, Sonia Chami.

A secretaria quer que os hotéis coloquem nas suas páginas na Internet os preços praticados durante Carnaval e Réveillon para se tornarem parâmetros de referência de preços aos consumidores. Mas a ABIH-RJ acha que é inviável.

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" Não vemos como fazer isso. O que podemos fazer é pegar esse dados e disponibilizar para a secretaria que poderá conferir se há abuso na tarifa", afirmou Chami.

A ideia da secretaria é levar essa iniciativa do Rio de Janeiro para as demais sedes da Copa do Mundo. O órgão vai usar como referência nas demais 11 sedes os picos de demanda de cada uma delas.

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"O pico de demanda no Rio é diferente do de Cuiabá, por exemplo. Aqui é Carnaval e Réveillon e em Cuiabá é o período de águas, por exemplo. Temos que respeitar as características de cada lugar", disse Juliana Pereira. "Queremos transformar essa iniciativa do Rio numa obrigação para as demais cidades", acrescentou ela à Reuters.

As denúncias de práticas abusivas de preços de serviços de hotelaria, hospedagem, transporte e logística se tornaram comuns no Brasil nós últimos meses.

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No ano passado, foi criado um comitê interministerial de preço e qualidade, reunindo os ministérios como o do Turismo e da Justiça para acompanhar de perto o problema.

Visitas estão sendo feitas às cidades-sede para ver de perto os problemas e contatos estão sendo feitos com os órgãos de defesa do consumidor locais para fortalecer a fiscalização.

Juliana revelou que a cidade de Cuiabá, uma das sedes da Copa, tem sido a campeão de reclamações. Um hotel teria cobrado 4 mil reais por uma diária na cidade e há informações que casas em volta do estádio que receberá jogos da Copa estão cobrando até 200 mil reais de aluguel durante o Mundial.

"A hotelaria não tem pretensão de ficar rica num evento como Copa do Mundo... temos que trabalhar positivamente para a nossa cidade e evitar que nossa imagem fique queimada no Brasil e no mundo" afirmou Chami.

"Queremos que os turistas voltem e fiquem satisfeito e por isso temos que fazer um boa Copa", acrescentou Juliana.

Durante outro evento internacional na cidade, a Rio+20, conferência sobre sustentabilidade da Organização das Nações Unidas, houve reclamações sobre o valor das diárias, o que chegou a afastar algumas delegações do encontro.

"Não queremos que os problemas da Rio+20 se repitam. Estamos nos precavendo", finalizou Chami.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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