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Governador do RJ diz que COI entenderá se meta da Baía da Guanabara não for cumprida

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em mais um sinal de que a meta de tratar 80 por cento do esgoto lançado na Baía de Guanabara pode não ser cumprida a tempo para os Jogos Olímpicos de 2016, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta segunda-feira que o COI entenderá o eventual descumprimento, e que há outras obras de saneamento que ficarão como legado para a cidade.

"Claro que haverá sim (compreensão do COI pelo eventual não cumprimento). Vamos mostrar que a gente está fazendo diversos investimentos nessa área", disse Pezão a repórteres, após participar de reunião com a comissão de avaliação do Comitê Olímpico Internacional na capital fluminense.

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Segundo Pezão, a questão da Baía de Guanabara, que vai receber as provas de vela dos Jogos Olímpicos, não deve estremecer a relação das autoridades do Estado com o COI.

O governador pretende listar aos membros do comitê durante esta semana as obras que estão sendo executadas ou que já foram licitadas na área de saneamento.

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"A Baía de Guanabara, vamos apresentar uma série de obras que licitamos, como estação de tratamento em São Gonçalo e do interesse de fazermos uma PPP (Parceira Público-Privada) do tratamento de esgoto de toda Região Metropolitana do Rio, e pensamos também sobre a Baixada Fluminense", disse.

Pezão já havia admitido este mês que não ficará "frustrado" se a meta de 80 por cento para a baía não for atingida. Segundo ele, o objetivo ainda está sendo perseguido, mas o Estado está mais preocupado em fazer investimentos na despoluição que fiquem como legado para o futuro.

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A limpeza da Baía de Guanabara, antiga promessa de vários governos do Rio de Janeiro, foi parte fundamental da candidatura da cidade para receber o direito de organizar os Jogos Olímpicos.

No entanto, velejadores que treinam no local reclamam constantemente da poluição e da sujeira na água.

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Em dezembro do ano passado, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz encontraram um tipo de "super bactéria" normalmente associada a lixo hospitalar em um rio que desagua na baía, o que aumentou a preocupação com a qualidade da água na raia olímpica.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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