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Garantida nos Jogos de Inverno, Isadora Williams espera brilhar na Coreia

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O Brasil já tem uma representante nos Jogos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul, que serão disputados em fevereiro do próximo ano. A patinadora Isadora Williams conquistou a vaga para o País e garante estar com sensação de dever cumprido. Ela pretende inovar na competição. "Vou colocar o salto triplo-triplo nos dois programas. Já consigo fazer, mas quero ser mais consistente", revela, em entrevista ao Estado.

Aos 21 anos, ela vai para sua segunda participação nos Jogos de Inverno - esteve em Sochi, em 2014. "Eu treinei muito para conquistar esta vaga. Tomei decisões que foram fundamentais para o meu sucesso e fica uma sensação enorme de dever cumprido", conta a atleta.

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Morando nos Estados Unidos, ela se mudou da Virginia para Nova Jersey em busca de melhores condições de treino. "Saí de casa e fui morar na casa de amigos. A família Kalluf me acolheu e morei com eles por oito meses. Comecei a treinar sob o comando de Igor Lukanin e Kristen Fraser, treinadores e ex-patinadores que competiram pelo Azerbaijão nos Jogos de Inverno de 2002 e 2006. E o apoio da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo foi fundamental para o sucesso."

A mãe de Isadora é brasileira de Minas Gerais. A garota nasceu nos Estados Unidos, mas representa o Brasil nas competições . "Sinto muita falta do contato com a minha família mineira. Tenho muitos tios e tias, primos e primas em Belo Horizonte. Adoraria passar um verão inteiro com eles", admite.

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Mas, ela sabe que nos próximos meses ficará longe para se dedicar aos treinos para os Jogos de Inverno. "A patinação é um esporte de precisão, em que você pratica a mesma rotina diariamente para desenvolver a memória muscular. Encanta as pessoas e aparenta leveza, mas exige muita força física."

Isadora reconhece que as principais potências da patinação artística são Rússia, Japão, Canadá e Estados Unidos. Por isso, quer aprimorar seus programas para poder sonhar mais alto em PyeongChang. "A adição do salto triplo-triplo permite melhorar muito a pontuação. Eu quero ter uma boa colocação para poder fazer o programa longo também", explica a atleta, sobre a manobra que consiste numa sequência de duas piruetas triplas, ou seja, a competidora gira três vezes em torno do próprio eixo, coloca o pé no chão e faz o mesmo movimento novamente.

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