Mais Esportes Emerson Fittipaldi é nomeado embaixador do Grande Prêmio do México

Emerson Fittipaldi é nomeado embaixador do Grande Prêmio do México

Cidade do México, 9 jul (EFE).- Emerson Fittipaldi, campeão mundial de Fórmula 1 em 1972 e 1974, foi nomeado nesta quinta-feira embaixador do Autódromo Irmãos Rodríguez e do Grande Prêmio do México, que será disputado entre 30 de outubro e 1º de novembro. O brasileiro foi escolhido por ser o "porta-voz perfeito" para comunicar ao mundo do retorno após 23 anos da principal categoria do automobilismo ao México e do potencial do país como organizador. "Estou muito contente, orgulhoso desse novo cargo. Há muito interesse pela Fórmula 1 ao redor do mundo. Agora ela estará no México", indicou o primeiro brasileiro a ser campeão da categoria. "A América Latina tem uma enorme tradição na Fórmula 1", lembrou Fittipaldi, citando o argentino Jual Manuel Fangio, os mexicanos Ricardo e Pedro Rodríguez, além dos compatriotas Nelson Piquet e Ayrton Senna. "O Brasil recebeu os últimos anos a Fórmula 1 em São Paulo. Agora com o México temos que criar uma força para gerar torcedores em toda a América Latina, Caribe e América Central, entusiasmando as novas gerações e promovendo pilotos jovens, novos talentos". Fittipaldi contou que correu no Grande Prêmio do México em 1970, ao comando de uma Lotus, e competiu com Pedro Rodríguez. Além da nomeação, Fittipaldi foi o encarregado de inaugurar o pódio do circuito abrindo uma garrafa de champanhe, avaliando que o autódromo "seguirá sendo uma pista difícil e um alto desafio técnico para os pilotos". O ex-piloto disse que seu trabalho será promover a imagem do México, um país "com grande hospitalidade e um grande atrativo turístico que receberá uma ótima festa em novembro", Sobre os motivos de o Brasil não ter um novo campeão do mundo há 24 anos, Fittipaldi afirmou que, após a morte de Senna em maio de 1994, o automobilismo brasileiro "ficou sem motivação". E, desde então, "não houve outro piloto que impulsionasse os jovens e servisse de exemplo". O ex-piloto disse que o Brasil teve muita sorte porque em duas décadas teve três campeões do mundo: ele próprio, Piquet (1981, 1983 e 1987) e Senna (1988, 1990 e 1991). "É muito difícil ser campeão do mundo e a América Latina tem alguma oportunidade, mas precisa de investimento e desenvolvimento de pilotos", indicou. No México, Fittipaldi indicou que as crianças que assistam o Grande Prêmio serão influenciados pelo representante do país na categoria, Sergio Pérez, piloto da Force India. EFE jmrg/lvl (foto)