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BRASILEIRO 2022
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Em 1º ano de parceria com a MLB, ex-técnico da seleção elogia superação do Brasil

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No primeiro ano da Academia MLB Brasil, parceria entre a Major League Baseball (MLB) com a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol (CBBS), cinco garotos de até 16 anos assinaram com franquias da MLB. O ano para o esporte brasileiro ainda foi coroado com a estreia de mais dois representantes na elite do beisebol norte-americano.

Treinador da seleção brasileira nos últimos anos, Barry Larkin, ex-jogador da MLB e membro do Hall da Fama do esporte, tem acompanhado a evolução do País ma modalidade. Presente na inauguração do projeto, baseado no Centro de Treinamento Yakult, em Ibiúna, em janeiro, ele retornou ao País nesta semana para comandar treinos e avaliar a evolução do programa, cujo resultado o deixou satisfeito.

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"Já notei que os atletas estão muito cientes das situações do jogo. Obviamente, houve muito tempo gasto nas mecânicas do jogo, como fazer determinadas jogadas, as diferentes formas de defender. Mas o conhecimento geral sobre o jogo está realmente fantástico", pontuou Barry, que pretende negociar sua volta ao comando da seleção no próximo torneio internacional profissional.

Junto com Larkin, também está no Brasil Steve Finley, ex-jogador da MLB por 18 anos e que atualmente trabalha como treinador de rebatedores. Para ambos, o que mais salta aos olhos é a disciplina dos brasileiros, muito influenciada pela herança japonesa do esporte no País.

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"Acho a combinação da disciplina japonesa com a paixão característica dos latino-americanos muito boa", afirmou Barry. "Em outras partes do mundo, os jogadores não são tão receptivos às orientações como aqui."

Para Finley, o material humano supera a falta de infraestrutura do País para o esporte. Por exemplo, "o Brasil mandou cinco jovens para times americanos e possui atualmente outros cinco na MLB. Você não vê isso dos países europeus, como a Alemanha, França, Holanda, Itália (que também possuem programas de desenvolvimento da MLB). E lá eles possuem uma estrutura muito maior".

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Ao todo, participam da Academia MLB Brasil, no CT de Ibiúna, 32 garotos, selecionados através de peneiras na própria cidade, em Marília e Londrina. Destes meninos, 11 são mantidos pela liga norte-americana, enquanto 21 arcam com os próprios custos, de cerca de R$ 1,6 mil por mês. Na bolsa, estão inclusos escola particular, treinos, equipamentos, alojamento, alimentação e fisioterapia.

Até 2017, somente três brasileiros haviam estreado na MLB: Yan Gomes, André Rienzo e Paulo Orlando. Neste ano, também chegaram à elite norte-americana os arremessadores Thyago Vieira, pelo Seattle Mariners, e Luiz Gohara, do Atlanta Braves.

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EXEMPLO PRÓXIMO - Para Barry Larkin, justamente a saída destes meninos do CT do interior de São Paulo para a MLB deixou os outros integrantes do projeto ainda mais motivados e esperançosos. "Acho que os meninos perceberam que é algo possível de ser alcançado. O Pardinho está aqui (participando dos treinos), então eles têm a oportunidade de não apenas ouvir falar dele, mas também de conversar e jogar com ele", observou.

Em 2017, cinco garotos saíram direto da Academia MLB Brasil para os Estados Unidos. Victor Coutinho e Heitor Tokar foram assinaram com o Houston Astros (campeão da World Series deste ano), Christian Rummel Pedrol foi para o Seattle Mariners, Vitor Watanabe para o Milwaukee Brewers e Eric Pardinho se tornou o jovem brasileiro mais caro da história, ao assinar por US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 4,5 milhões) com o Toronto Blue Jays.

Além de carreiras como jogadores profissionais, estes meninos também têm maior acesso às universidades norte-americanas pelas suas habilidades no beisebol. "A chance de assinar com uma franquia da MLB é grande, mas não é a única coisa que pode acontecer. Eles podem também receber uma bolsa para cursar ensino superior nos Estados Unidos e, a partir daí, partirem para a MLB", disse Finley.

Logo em seguida, Barry completou: "Eles podem se tornar jogadores profissionais, mas também podem se tornar técnicos, analistas de desempenho, jornalistas, árbitros; e então, podem até voltar para o Brasil e ajudar a crescer o esporte aqui".

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