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Chinês Sun Yang é a grande ausência da final dos 1.500m livre

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Por Rod Gilmour

KAZAN, Rússia (Reuters) - O chinês Sun Yang foi a grande e inesperada ausência na final dos 1.500 metros livre no Mundial de esportes aquáticos neste domingo.

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Atual campeão mundial e olímpico, e detentor do recorde mundial, Sun Yang era o grande favorito para o ouro, mas não apareceu para a largada, embora tenha aquecido para a prova.

O italiano Gregorio Paltrinieri ficou com o ouro na ausência do chinês. 

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"Eu sinto muito por não poder estar presente para os 1.500 metros", disse Sun aos jornalistas.

"Não me senti bem. Me senti desconfortável na piscina durante o aquecimento e eu tive que desistir da ideia de competir. Eu sinto muito por isso."

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"Aconteceu depois do aquecimento. Foi a primeira vez que isso ocorreu."

Em um incidente isolado na manhã de treinamentos na piscina, o treinador do Brasil Alberto Pinto confirmou que Sun se envolveu em confusão com a nadadora brasileira Larissa Oliveira.

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A Federação Brasileira de Esportes Aquáticos fez uma reclamação formal para a FINA, órgão máximo da natação mundial, de acordo com o site "Globo.com".

"Não tenho nada a comentar pois foi um problema durante os treinamentos da manhã", disse Sun.

Paltrinieri se mostrou surpreso com a ausência de Sun na piscina. 

"Eu não o vi nenhuma vez hoje", disse o italiano. "Nós estávamos conversando ontem juntos e a prova de hoje seria bem bacana. É realmente estranho nadar sem ele ao lado."

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MODALIDADES LIVRES

Sun Yang, de 23 anos, faturou os títulos dos 400m e dos 800m livre, e ficou em segundo nos 200m durante o mundial.

Apesar dos feitos de Sun na piscina, ele tem sido uma figura controversa fora dela, e sua ausência na final é apenas o mais recente dos incidentes.

Nos Jogos de Londres em 2012, Sun se tornou o primeiro chinês a vencer uma medalha olímpica na natação ao vencer os 400m e os 1.500m livre.

Nos últimos três anos, no entanto, a vida do nadador tem sido cheia de problemas.

Em 2013, ele se viu em problemas com dirigentes da natação chinesa após faltar em treinamentos e ser suspenso de participar de qualquer atividade publicitária, coisa que já vinha definhando desde seu sucesso nas Olimpíadas.

Na sequência, Sun ficou uma semana na prisão por bater o carro que dirigia sem habilitação.

Os dirigentes da natação do país responderam ao incidente aplicando uma suspensão maior, banindo-o de treinar e de competir.

Além disso, surgiu no último ano a informação de que o nadador na realidade cumpriu três meses de suspensão ao ter teste positivo para um estimulante proibido.

A Agência Anti-Doping Chinesa afirmou que poderia ter imposto uma suspensão mais longa, mas optou por uma punição mais leve porque Sun havia sido medicado para tratar um problema no coração e não sabia que a substância havia sido incluída na lista de proibições da agência reguladora.

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