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Campeão olímpico em 2004, argentino Nocioni anuncia que vai deixar o basquete

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Um dos grandes nomes da história do basquete argentino, o ala Andrés Nocioni decidiu colocar fim à sua carreira nas quadras. Nesta segunda-feira, ele usou as redes sociais para anunciar que vai se aposentar do esporte ao fim desta temporada com a camisa do Real Madrid.

"Terminou. Pretendo melhorar minha conduta e meus hábitos. E como tenho claro que não poderei mudar meu temperamento jamais, me aposento. Vou sair antes que me tirem do jogo", escreveu em uma carta publicada na sua página no Twitter.

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Aos 37 anos, Nocioni é um dos poucos nomes da conquista da medalha de ouro olímpica nos Jogos de Atenas, em 2004, que ainda atua profissionalmente. Conhecido por seu estilo extremamente aguerrido e dedicado, o jogador explicou que vinha sofrendo com as frustrações da vida de atleta.

"Depois de tantas batalhas, decidi deixar de jogar a garrafa de água no chão a cada vez que me substituem, molhando meus companheiros, assistentes e torcedores. De arremessar toalhas, socar bancos, insultar o ar. Decidi amadurecer, senhores. Cansei de discutir com árbitros por erros que nunca saberemos se foram intencionais. Devo progredir. Meditei o suficiente. Basta de brigar com rivais, de noites sem dormir por vitórias com angústia ou derrotas que são punhais", justificou.

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Nocioni viveu seus principais momentos na carreira com a camisa da seleção. Em uma geração que contava com nomes como os de Manu Ginóbili, Carlos Delfino, Luis Scola e Patricio Oberto, foi vice-campeão mundial em 2002 e medalhista de ouro na Olimpíada de Atenas, dois anos mais tarde, e de bronze em Pequim, em 2008.

Em 2004, chegou à NBA, onde atuou por oito anos no Chicago Bulls, Sacramento Kings e Philadelphia 76ers. Fosse com as cores do país ou dos diversos times que defendeu, foi sempre exaltado por sua entrega em quadra. Até por isso, o Real Madrid prometeu uma cerimônia festiva para homenageá-lo nesta terça.

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"Vivi como joguei. Sempre fui honesto e entreguei meu coração em cada clube que defendi, todos os dias, em todos os treinos e todas as partidas. Deixo o basquete da maneira que quero deixá-lo: competindo no mais alto nível na Europa e em um clube de máxima hierarquia mundial", celebrou.

No total, foram quatro Olimpíadas disputadas por Nocioni, sendo que na última, no Rio, ele foi o grande carrasco da seleção brasileira. No confronto entre os países na primeira fase, o veterano marcou 37 pontos e foi o cestinha da vitória por 111 a 107, após duas prorrogações, que praticamente selou a eliminação do Brasil do torneio.

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