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BRASILEIRO 2022

Bruna Moura pegou Covid, sofreu oito fraturas e hoje festeja 74º lugar olímpico como medalha

Mesmo sem subir ao pódio, resultado na prova coroa trajetória marcada por superação e anos de luta para chegar à Olimpíada

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bruna Moura comemorou o 74º lugar no sprint de esqui cross-country nas Olimpíadas de Inverno como uma conquista pessoal.
  • A atleta superou desafios como um acidente de carro que resultou em oito fraturas e um longo processo de recuperação.
  • Além de lesões físicas, Bruna enfrentou problemas de saúde, incluindo Covid-19 e perda parcial da visão devido à toxoplasmose.
  • Com apoio de amigos e colegas, voltou a competir e finalmente alcançou o sonho de participar dos Jogos Olínmpicos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bruna Moura durante prova do esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 Gabriel Heusi /COB - 10.02.2026

A brasileira Bruna Moura terminou na 74ª colocação do sprint do esqui cross-country nos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, nesta terça-feira (10), e comemorou o resultado como se tivesse ganhado medalha. Após uma sequência de traumas que incluem um grave acidente de carro, oito fraturas, quadro de Covid-19 e até perda parcial da visão, cruzar a linha de chegada já valia mais do que um lugar no pódio.

Nenhuma atleta sorriu tanto na chegada quanto Bruna. Com lágrimas no rosto, a esquiadora parecia ainda tentar acreditar que, enfim, havia se tornado uma atleta olímpica. O resultado ficou longe da briga por medalhas, mas representou o fim de um pesadelo que começou quatro anos antes, às vésperas de Pequim 2022.


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Poucos dias antes dos Jogos de Inverno de 2022, Bruna, que estava classificada, seguia de van pela Itália rumo ao aeroporto quando o veículo colidiu frontalmente com um caminhão. O motorista morreu no local, e a brasileira sobreviveu com oito fraturas, além de lesões internas, concussão e um longo processo de recuperação que a deixou dois meses sem andar.

Quase aposentadoria

O acidente quase encerrou a carreira da atleta. Foram mais de 12 meses de fisioterapia até que Bruna conseguisse retomar os treinos, ainda de forma gradual. Mesmo assim, seis meses depois ela voltou ao esporte e passou a trabalhar em uma loja de bicicletas nos Países Baixos, onde vive com o marido, enquanto tentava reconstruir o sonho olímpico.


A caminhada foi marcada por novos obstáculos. Em 2024, Bruna contraiu toxoplasmose, doença que comprometeu temporariamente cerca de 25% de sua visão. Antes disso, ainda no início da carreira, já havia enfrentado uma cirurgia cardíaca para corrigir uma condição congênita descoberta quando competia no mountain bike.

Além das dores físicas, o trauma psicológico também precisou ser encarado. Em competições, Bruna chegou a passar novamente pelo local do acidente de 2022. “Eu decidi olhar, não fugir. Foi difícil, chorei muito, tive a sensação de reviver aquele dia”, contou em entrevista.

Mesmo assim, a brasileira seguiu em frente. Com ajuda de uma vaquinha organizada por colegas de trabalho, voltou a competir em eventos internacionais, disputou o Mundial de Esqui Nórdico e, pouco a pouco, somou pontos até garantir a vaga em Milano Cortina 2026.

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