Mais Esportes Após 17 anos, Jogos Escolares Brasileiros voltam nesta sexta-feira

Após 17 anos, Jogos Escolares Brasileiros voltam nesta sexta-feira

Evento que reúne milhares de estudantes brasileiros com idades entre 12 e 14 anos acontece no Rio de Janeiro até 5 de novembro

Parque Olímpico receberá maioria das modalidades do JEBs

Parque Olímpico receberá maioria das modalidades do JEBs

Gabriel Heusi/Governo Federal

Os JEBs (Jogos Escolares Brasileiros) estão de volta. Após 17 anos, o evento esportivo que reúne milhares de estudantes com idades entre 12 e 14 anos de todo país será retomado, e tem início nesta sexta-feira (29), no Rio de Janeiro. O megaevento conta com atletas consagrados como emebaixadores e grandes promessas nas disputas.

Os jogos acontecem até a próxima sexta-feira (5), e devem reunir mais de seis mil estudantes, dos 26 Estados brasileiros e do Distrito Federal, para disputar 17 modalidades, que são: atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, vôlei, vôlei de praia, natação, tênis de mesa, xadrez, caratê, wrestling, ginástica artística, ginástica rítmica, badminton, ciclismo e taekwondo.

Também terão disputas em skate, escalada, dança, curling e polo aquático, mas essas são consideradas modalidades não-oficiais, então contarão apenas com a demonstração dos estudantes.

O evento é organizado pela CBDE (Confederação Brasileira de Desporto Escolar), e conta com a parceria com a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, além da Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro e Prefeitura do Rio.

Segundo Marcelo Magalhães, secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, o objetivo do evento é incentivar a prática esportiva nas escolas do país. “Desde o final de julho de 2020 nós, do Ministério da Cidadania, e a Confederação Brasileira de Desporto Escolar trabalhamos em parceria para que a retomada dos JEBs seja um marco, e tenho certeza de que será”.

O evento também tem um time com 30 atletas renomados que são embaixadores, e devem servir como motivação para os estudantes, entre eles estão Rebeca Andrade (ginástica artística), Giba (vôlei), Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), Daiane dos Santos (ginástica artística), Mayra Aguiar (judô), Sandro Dias (skate), além de Daniel Dias, principal medalhista brasileiro na história dos Jogos Paralímpicos.

Quem também faz parte das estrelas que incentivam os JEBs é Paula Pequeno, bicampeã olímpica pela seleção feminina de vôlei. "Tenho muito orgulho em ser uma das embaixadoras desse projeto tão lindo que já fez a diferença na minha vida, que eu pude participar quando muito jovem, e tenho certeza que vai agregar muito para a vida dessas crianças, até porque a gente sabe que o esporte é o grande aliado da educação”, disse em vídeo divulgado nas redes sociais dos JEBs.

Promessa em quadra

Juju com troféu de campeão estadual

Juju com troféu de campeão estadual

Arquivo pessoal

Quando se trata dos estudantes que participarão do evento, muitos olhos se voltam para Júlia Rosado. A menina de apenas 12 anos, conhecida como Juju Gol, vai fazer parte do time que representa São Paulo no futsal. A história dela para chegar aos jogos dá a tônica do quanto esses jogos devem ser disputados.

Nascida no Rio de Janeiro, Juju começou mostrar aptidão para o esporte com apenas cinco anos, quando começou a trocar todos brinquedos por bolas. “Sempre gostou de bola, até dormia abraçada com bolas. Boneca nunca foi o presente favorito dela, porque sempre trocava por uma bola ou brincava com a cabeça das bonecas jogando futebol”, conta Wellington Souza, pai de Juju.

Quando ela começou ir à escola, os professores também chamaram a atenção dos pais para o quanto ela poderia se desenvolver no esporte. Então a família começou a introduzir o futebol na vida da pequena. Primeiro jogando futsal no condomínio, depois passou para o campo, onde fez uma peneira na escola do Barcelona.

Com apenas sete anos, Juju se tornou a primeira menina federada, ou seja, com autorização para disputar competições oficiais nas categorias dela. No entanto, era necessário disputar com meninos, já que no Rio de Janeiro havia poucas opções do esporte entre garotas.

“Mas chegou um momento que a gente precisava que ele evoluísse no futebol com meninas, então viemos para São Paulo, ela com nove anos", conta o pai. Ela já chegou na capital paulista jogando em um clube, mas a família recebeu uma proposta para ela estudar e praticar o futsal no Colégio Fênix, em São Caetano do Sul.

Wellington afirma que a família se encantou com a qualidade da educação da escola, e o projeto esportivo que tinha, então decidiu se mudar com a família para o município do ABC Paulista. E o projeto esportivo do colégio deu resultado, já que foi campeão estadual dos jogos escolares no futsal, e garantiu a vaga para o JEBs.

Públicos

As disputas do futsal com a Juju, assim como de outras 14 modalidades, serão realizadas no Parque Olímpico, que foi construído para receber os Jogos Olímpicos Rio 2016. Somente o atletismo, que será realizado no Cefan (Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, da Marinha Brasileira, e o basquete, disputado na Arena da Juventude, serão fora do complexo esportivo que fica na Barra da Tijuca.

Os jogos terão público, mas devido ao decreto editado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, os locais de disputas terão o limite de 50% da capacidade para os torcedores. Além disso, para acompanhar presencialmente, é necessário apresentar o esquema vacinal completo.

“Além de pais, familiares e amigos dos participantes, e os estudantes que não disputam os JEBs poderão acompanhar o evento de perto. Isso se torna um elemento a mais de motivação para que aqueles que não participam desta edição possam se planejar para treinar alguma modalidade com o objetivo de estarem nas próximas”, disse o secretário do Ministério da Cidadania.

O Ministério afirma também que para o ano que vem, os JEBs serão classificatórios para os Jogos Sul-Americanos Escolares, que serão disputados em 2022 no Brasil. Em 2023, os Jogos Mundiais Escolares Sub-15 também serão disputados no Rio de Janeiro.

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