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Alonso pode tirar um ano sabático em 2016, diz Ron Dennis

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Por Alan Baldwin

ABU DHABI (Reuters) - Fernando Alonso pode tirar um ano sabático da Fórmula 1 em 2016, se a McLaren mais uma vez não conseguir produzir um carro competitivo, indicou o chefe da equipe Ron Dennis, neste sábado.

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"Ele definitivamente terminará sua carreira na McLaren", disse Dennis a repórteres em uma entrevista na última etapa da temporada, em Abu Dhabi.

"Algumas ideias envolveram essas considerações, anos sabáticos, etc. Mas, neste momento, diria que acreditamos saber aonde estaremos".

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"Temos um grande número de opções de pilotos e temos provavelmente dois dos melhores pilotos do mundo em nossos carros. Quando tivermos que tomar uma decisão, tomaremos juntos, e neste momento, nossos pilotos para o próximo ano são Fernando e Jenson".

O bicampeão mundial Alonso chegou à McLaren da Ferrari nesta temporada, mas marcou apenas 11 pontos em 18 corridas, na pior temporada da equipe na história.

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O seu companheiro Jenson Button, o campeão de 2009, fez 16 pontos, e a McLaren - o segundo time mais vitorioso da Fórmula 1 - não vence uma corrida desde 2012.

Grande parte da culpa foi creditada à Honda, cujo motor tem sido muito pouco confiável e competitivo no primeiro ano da nova parceria com a McLaren.

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Alonso, que venceu seus títulos com a Renault, colocou uma sombra sobre o próprio futuro no Grande Prêmio do Japão, em outubro, quando disse a repórteres que não sabia aonde estaria na próxima temporada.

Embora ele tenha, na sequência, esclarecido que tem um contrato de três anos e terminaria sua carreira na equipe de Woking, as suspeitas não foram totalmente dissipadas, e céticos apontam que ele não afirmou que correria três anos seguidos.

Se ele tirasse um ano sabático, não seria o primeiro grande piloto a fazer isso.

O francês Alain Prost ficou um ano afastado em 1992, depois de sair da Ferrari, e retornou para conquistar seu quarto título com a Williams, em 1993.

O finlandês Kimi Raikkonen, campeão mundial de 2007, ficou duas temporadas fora da Fórmula 1, após ter sido substituído por Alonso na Ferrari, e voltou em 2010, com a Lotus, antes de voltar para o time italiano, em 2014.

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