Convocado para disputar seu segundo Mundial apesar de ter ficado de fora da Copa das Confederações, o experiente lateral Maicon assegurou neste sábado que sempre acreditou nas chances de defender a seleção brasileira.
"Nunca passou por minha cabeça desistir de jogar pela seleção. Sempre trabalhei da mesma forma para poder vestir esta camisa", afirmou o jogador de 32 anos em entrevista coletiva realizada na Granja Comary, em Teresópolis, onde os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari se preparam para a competição.
"Já queria fazer parte do grupo no ano passado, quando Felipão chegou, mas não estava conseguindo ter uma sequencia de jogos com o Manchester City", explicou Maicon, único jogador de linha da seleção atual que foi titular absoluto na última Copa, em 2010, na África do Sul, mas que nesta Copa atuará na reserva de Daniel Alves.
Em 2012, saiu da Inter de Milão, onde conquistou todos os títulos possíveis, e foi para o Manchester City, mas não conseguiu se firmar na Inglaterra. Ele deu a volta por cima na última temporada, quando voltou para a Itália para jogar na Roma.
"A troca foi boa para mim, a escolha foi boa, todo mundo está bem feliz com essa transferência", comemorou o lateral.
Maicon viveu um grande momento de emoção há quatro anos, quando marcou o primeiro gol da vitória por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte na estreia do Mundial, em Johannesburgo. "Disputar uma Copa do Mundo com a seleção brasileira e fazer o primeiro gol é com certeza uma lembrança que vou ter pelo resto da minha vida", lembrou. O Brasil acabou sendo eliminado nas quartas de final ao perder por 2 a 1 para a Holanda.
"Depois da Copa de 2010, com certeza, fiquei muito triste pelo que aconteceu, porque o objetivo era vencer. Acabou não acontecendo, mas meu objetivo sempre foi continuar na seleção brasileira. Tive a oportunidade de disputar a Copa América com Mano Menezes, comecei na reserva, mas acabei ganhando a posição", lembrou.
O Brasil também perdeu nas quartas de final da Copa América (eliminação nos pênaltis diante do Paraguai) e Maicon ficou dois anos fora da seleção, antes de ser chamado de volta por Felipão em agosto de 2013, para amistosos contra Austrália e Portugal.
"Minha vida sempre foi assim, sempre batalhando, sempre lutando, e nessa Copa não vai ser diferente. Tive um ano difícil em 2013, não tive boa produtividade, tive muitas lesões, mas esse ano foi totalmente diferente. Consegui mais uma oportunidade com Felipão quando troquei de clube, quando fui para a Roma, continuei jogando e graças a Deus fui recompensado com a convocação para a Copa do Mundo", completou.
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