Lateral do Timão vê queda no preconceito contra futebol feminino

Paulinha diz que a modalidade tem crescido, as pessoas têm ido ao estádio, mas que as mulheres ainda não têm o mesmo espaço que os homens

Paulinha diz que seleção precisa de um título expressivo

Paulinha diz que seleção precisa de um título expressivo

Lucas Figueredo/Divulgação CBF

A lateral-direita do Corinthians Paulinha vê redução do preconceito contra as mulheres que jogam futebol, mas pontua que ele ainda existe, Em conversa com Heródoto Barbeiro, do JR News, da Record News, a jogadora vê um crescimento da modalidade, mas rejeita as comparações com o futebol masculino. 

"É claro que as pessoas sempre comparam o feminino com o masculino, mas não tem que ter comparação. A gente precisa buscar o nosso espaço sem olhar o mundo masculino". diz.

A jogadora ressalta que a mídia ainda não dá o mesmo espaço às mulheres que dá aos homens. E pontua que 30 mil pessoas foram à Arena Corinthians assistir à final entre as donas da casa e as meninas do São Paulo. “Foi um jogo bacana, que deu bastante público, mas geralmente não tem”.

Paulinha avalia que a seleção brasileira precisa ganhar um grande título, como a Olimpíada ou Mundial, para que a modalidade caia de vez nas graças da torcida.
A atleta diz que a treinadora sueca Pia Sundhage, que assumiu a seleção brasileira em julho do ano passado, já deu uma cara nova à equipe, apesar do curto tempo de trabalho. 

“A Pia veio para mudar um pouquinho o cenário do futebol feminino. É pouco tempo de trabalho ainda para dizer, mas eu acho que ela já deu uma cara nova para tática do Brasil. Tenho certeza que vão vir grandes jogos e a seleção vai surpreender nas Olimpíadas”.

O Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino começa neste sábado, e o Corinhians entra em campo no domingo, às 14h, contra o Palmeiras

Assista à entrevista na íntegra: