Lance Vice do COI afirma que os Jogos de Tóquio ocorrerão 'com ou sem Covid'

Vice do COI afirma que os Jogos de Tóquio ocorrerão 'com ou sem Covid'

Australiano mudou discurso após declarar em julho que o evento estaria ameaçado

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Vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o australiano John Coates declarou nesta segunda-feira que os Jogos de Tóquio acontecerão em 2021, independentemente da disponibilidade ou não de uma vacina contra a Covid-19. A abertura da Olimpíada está marcada para o dia 23 de julho, e a da Paralimpíada, para o dia 24 de agosto.

- Vão acontecer com ou sem Covid. Os Jogos vão começar em 23 de julho do ano que vem. Os Jogos seriam os Jogos da Reconstrução após a devastação do tsunami (em referência ao desastre natural em 2011). Agora, serão os Jogos que conquistaram a Covid, a luz no fim do túnel – disse Coates, que também preside o Comitê Olímpico Australiano (AOC), em entrevista à AFP.

O tom mudou em relação há dois meses, quando o australiano indicou que os Jogos estariam ameaçados mesmo com uma vacina. Na ocasião, ele até citou o Brasil para exemplificar a dificuldade que algumas nações enfrentam no controle da pandemia. Desta vez, ele preferiu enfatizar os esforços dos organizadores para entregar o evento em meio às adversidades.

- Antes da Covid, o presidente Thomas Bach disse que estes eram os Jogos mais preparados que já vimos. As arenas estavam quase terminadas, agora estão terminadas. A vila é incrível, todos os arranjos no transporte, tudo está bom. Agora, foi adiado em um ano, o que virou uma tarefa monumental em termos de assegurar tudo, renegociação de contratos, hotéis, patrocínios, direitos de transmissão - explicou o dirigente.

Uma parte considerável da população japonesa tem reprovado o discurso de manutenção dos Jogos. Uma pesquisa da Kyodo revelou que apenas 23,9% dos entrevistados disseram apoiar os Jogos, enquanto 36,4% sugeriram que deveria haver uma novo adiamento. Outros 33,7% optariam por um cancelamento.

Outra pesquisa online conduzida pela Tokyo Shoko Research, entre os dias 28 de julho a 11 de agosto, com 12.857 participantes, mostrou que 27,8% das empresas do país defendem o cancelamento, enquanto 25,8% foram favoráveis a um segundo adiamento. Ou seja, cerca de 53% delas veem resistência nas datas atuais marcadas pelos organizadores.

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