Tempo de bola rolando aumenta na Série A após novas regras de arbitragem
Melhora, porém, ainda está abaixo da meta estipulada pela CBF
Lance|Do R7

No primeiro fim de semana de implantação das novas regras de arbitragem no Brasileirão Série A, o tempo médio de bola rolando subiu 2min35s, um incremento de 4,9% em relação à média registrada nas 177 partidas realizadas no Campeonato Brasileiro antes da parada para a Copa do Mundo.
Segundo dados da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgados nesta segunda-feira (17), o tempo médio de bola rolando atingiu 55min29s na rodada, acima dos 52min54s anteriores. O crescimento, porém, ficou abaixo da expectativa da entidade, que prevê um tempo médio de 57 a 58 minutos até o fim da competição.
Os números apresentados foram baseados nas nove partidas da 23ª rodada realizadas entre sábado e domingo — Internacional e Remo ainda se enfrentam na noite desta segunda, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Quase todas as mudanças implantadas foram usadas pela primeira vez na Copa do Mundo. Elas foram propostas pela CBF para uso no Brasileirão, na Copa do Brasil e Feminino A1 na semana passada, e aprovadas pelos clubes do Brasileirão das Séries A e B na semana passada
Entre as novidades, foi implantado limite de oito segundos para o goleiro repor a bola em jogo; de cinco segundos para a cobrança de laterais e tiros de meta; e de dez segundos para que o jogador que foi substituído deixe o gramado. Na rodada desse final de semana, foi comum ver árbitros levantando a mão para fazer a contagem do tempo em cada um desses casos.
Outras duas mudanças na regra que foram efetivamente aplicadas foram registradas na vitória do Santos por 3 a 0 sobre o Vasco, e no triunfo do Vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo.
No caso santista, o goleiro Gabriel Brazão pediu atendimento médico no gramado após um choque durante a partida, e pela nova regra o Santos teve que escolher um jogador de linha para deixar o campo por um minuto. O escolhido acabou sendo Neymar.
Já o Botafogo viu o atacante Arthur Cabral ser expulso em uma confusão após o final da partida. Ele cobriu a boca ao discutir com o treinador do Vitória, Jair Ventura. O gesto é punido com cartão vermelho, independentemente do que foi dito.








