Sem ser convocado, Neymar tenta quebrar tabu de 28 anos para ir à Copa
Jogador não esteve presente em nenhuma lista de Ancelotti
Lance|Do R7
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Fora da última convocação de Ancelotti, Neymar entra na reta final antes da Copa do Mundo de 2026 diante de um cenário incomum na história da seleção brasileira. Para estar na lista final, prevista para maio, o atacante precisará encerrar uma escrita que já dura 28 anos: a ausência de jogadores chamados pela primeira vez apenas na convocação definitiva para o Mundial.
Desde 1998, o Brasil não leva à Copa um atleta que não tenha participado do ciclo de preparação. Naquele ano, o lateral Zé Carlos foi incluído de última hora por Zagallo e acabou sendo a única exceção recente. De lá para cá, mesmo quando apostou em nomes menos experientes, a Seleção manteve o padrão de trabalhar com jogadores previamente integrados ao grupo.
A situação de Neymar se diferencia justamente por esse ponto. O camisa 10 não foi convocado por Ancelotti desde que o treinador assumiu, em 2025, embora tenha aparecido em pré-listas. A ausência nos amistosos recentes, contra França e Croácia, reforça o desafio de voltar diretamente na convocação final.
Cenário atual e critérios de Ancelotti
O principal fator para a ausência de Neymar é físico. Desde a lesão no joelho sofrida em 2023, o atacante ainda busca sequência de jogos. Ele chegou a ser convocado em 2025, mas acabou cortado antes de entrar em campo, e, desde então, tenta retomar ritmo atuando pelo Santos.
A comissão técnica tem acompanhado de perto essa evolução. Antes da última Data Fifa, integrantes da Seleção estiveram presentes em jogos do clube paulista para observar o jogador. Ainda assim, a falta de continuidade pesou na decisão de deixá-lo fora da lista.
Ancelotti deixou claro quais são os critérios para uma eventual volta: estar totalmente recuperado e ter regularidade em campo. Sem esses dois fatores, a tendência é manter o grupo que vem sendo testado ao longo do ciclo.
Além da questão física, Neymar também enfrenta a concorrência crescente no setor ofensivo. Ao longo dos últimos meses, o treinador ampliou as opções no ataque e passou a observar novos nomes, muitos deles já inseridos no ambiente da Seleção.
Esse contexto reduz a margem para uma convocação de última hora. Historicamente, mesmo jogadores experientes precisaram passar por um processo gradual de reintegração antes de disputar Copas do Mundo. A ausência completa durante o ciclo é um fator determinante.
Com a convocação final marcada para o dia 18 de maio, Neymar terá um período curto para tentar mudar o cenário. A necessidade de apresentar bom desempenho em sequência, aliada à recuperação física, será decisiva para que o atacante volte a ser considerado.
A lista contará com 26 jogadores e a tendência é de que a base já esteja definida até a data. A possível presença do camisa 10 dependerá diretamente do que ele conseguir mostrar nas próximas semanas pelo Santos.









