Tricolor quebra jejum de 29 anos e agora detém o marco de jogo com maior público
Confronto terminou empatado em 1 X 1, mas no agregado ficou em 3 a 2 para o Tricolor
Lance|Do R7

O São Paulo é campeão do Brasileirão Feminino de 2026, após empatar com o Corinthians por 1 X 1 neste sábado (3), no Morumbis. No agregado, o Tricolor venceu por 3 a 2 e quebrou jejum na conquista do título.
Bia Menezes marcou para os mandantes, enquanto Juliete aproveitou a falha da goleira Carlinha para igualar na primeira etapa.
Diante de 49.405 torcedores, o São Paulo encerrou um jejum de 29 anos sem ganhar o Brasileirão Feminino. A melhor chance recente tinha sido justamente contra o Corinthians, em 2024. Na situação, o Timão acabou conquistando a taça.
Além da quebra de jejum, o São Paulo agora detém o marco de jogo com maior público da história do futebol feminino na América Latina. Em comparação com o futebol masculino, este foi o 4° jogo com maior bilheteria em 2026.
O Corinthians começou a partida tentando pressionar. Com apenas dois minutos, a equipe criou duas oportunidades de ataque, mas não conseguiu finalizar contra a meta de Carlinha.
Na sequência, aos três minutos, Aline partiu em contra-ataque para o São Paulo, mas foi desarmada por Duda Sampaio. Aos seis, saiu a primeira finalização do jogo. Duda Serrana recebeu passe em profundidade pela ponta direita, dominou e bateu cruzado, mas a goleira corintiana fez a defesa e cedeu escanteio para o Tricolor.
O São Paulo abriu o placar aos dez minutos. Bia Menezes recebeu um bom passe na ponta da grande área do Corinthians e, de surpresa, soltou uma pancada para o fundo das redes. Com o gol, o Tricolor ampliou a vantagem no placar agregado para 3 a 1.
Aos 12, Belén Aquino recebeu o primeiro cartão do confronto após interromper um contra-ataque promissor do São Paulo, que havia recuperado a bola depois de um escanteio. Com a vantagem no marcador e o domínio das ações, a equipe são-paulina controlou a partida até os 17 minutos.
Foi quando o Corinthians aproveitou uma falha na saída de bola do São Paulo. Carlinha tentou sair jogando com os pés, mas entregou a bola para Juliete, que aproveitou a oportunidade e deixou tudo igual no confronto.
Apesar do empate, o Tricolor continuou à frente no placar agregado, por 3 a 2. Aos 22 minutos, o São Paulo chegou a marcar novamente, mas o gol foi anulado por impedimento. Crivelari recebeu em posição irregular, segundo a auxiliar de arbitragem, e teve o tento invalidado.
O Corinthians voltou a assustar aos 25 minutos, quando Vic Albuquerque cobrou uma falta perigosa no canto esquerdo de Carlinha. A goleira são-paulina se esticou completamente e conseguiu espalmar para escanteio. As corintianas, porém, não aproveitaram a cobrança e a defesa tricolor afastou o perigo. Aos 36, Vic Albuquerque novamente participou de uma boa jogada ao encontrar Jhonson em profundidade. A atacante ganhou na velocidade, ficou cara a cara com Carlinha e finalizou, mas parou na defesa da goleira são-paulina.
Sem novas oportunidades claras na reta final, o primeiro tempo terminou empatado em 1 a 1. No placar agregado, o São Paulo manteve a vantagem por 3 a 2.
O Corinthians voltou para o segundo tempo controlando a posse de bola e criou a primeira oportunidade aos quatro minutos. Jaqueline arriscou de fora da área, mas Carlinha fez a defesa com tranquilidade. Até os dez minutos, o Timão manteve o domínio da bola, enquanto o São Paulo se defendia bem e conseguia neutralizar as investidas das adversárias.
Aos 11 minutos, o Tricolor encontrou espaço em um contra-ataque armado por Isa Guimarães. Érika precisou cometer falta para interromper a jogada e evitar que o São Paulo avançasse em direção à área. Na cobrança, a equipe são-paulina levantou a bola na área, mas não conseguiu levar perigo, e Nicole fez a defesa sem dificuldades.
Aos 19 minutos, o Corinthians teve a grande oportunidade de assumir a vantagem. Robinha puxou Érika durante uma disputa pelo alto dentro da área, e Daiane Muniz inicialmente não marcou a infração. Após recomendação do VAR, porém, a árbitra revisou o lance e assinalou o pênalti. Carlinha, que havia falhado no gol corintiano no primeiro tempo, se redimiu. A goleira acertou o canto da cobrança e defendeu o pênalti, levando os mais de 44 mil torcedores presentes no MorumBis à loucura.
O São Paulo voltou a chegar aos 29 minutos. Kesia recebeu dentro da área e tentou cruzar em direção ao gol, buscando uma companheira que entrava na jogada, mas ela não conseguiu acompanhar e a bola saiu pela linha de fundo. Dois minutos depois, Isa Guimarães invadiu a área pelo lado esquerdo e chegou até a linha de fundo. A atacante tentou o passe para trás, mas a defesa corintiana estava atenta e afastou o perigo, cedendo escanteio ao Tricolor.
Aos 39 minutos, o Corinthians teve mais uma oportunidade. Carol Gil levantou a bola na área, e Nicole se atrapalhou ao tentar dominar dentro da pequena área. Na sobra, Mylena finalizou, mas mandou para fora. Na reta final, faltando menos de dez minutos para o fim do tempo regulamentar, o Timão aumentou a pressão sobre a saída de bola do São Paulo. Em alguns momentos, a equipe chegou a assustar os torcedores presentes no MorumBis, mas não conseguiu transformar o domínio em gol.
Daiane Muniz acrescentou nove minutos ao segundo tempo. O São Paulo, assim, precisou segurar a pressão corintiana até o fim para manter o empate e a vantagem no placar agregado.
Lance capital
Carlinha teve participação direta no lance-chave da partida. A goleira do São Paulo defendeu o pênalti cobrado por Gabi Zanotti, do Corinthians, deixando o Tricolor na vantagem de um gol no placar agregado. A infração foi cometida por Robinha após análise de Daiane Muniz no VAR.
Deu aula
A ponta-direita Gi Crivelari foi o destaque do São Paulo nos últimos 90 minutos desta final histórica. A atacante acabou não balançando as redes no jogo deste sábado, no entanto, teve participação na jogada de gol, além de boas atuações ofensivas e defensivas durante o restante do confronto.
Ficou abaixo
Gabi Zanotti foi o nome que ficou abaixo neste segundo encontro da final. A camisa 10 do Corinthians perdeu um pênalti que traria o Timão de volta ao confronto e igualaria o placar agregado. A meia teve pouca participação na criação de jogadas.
Ei, juiz!
Daiane Muniz teve forte participação no primeiro tempo. A árbitra do confronto anulou o segundo gol tricolor marcado na partida, que daria ampla vantagem no agregado. Na situação, Gi Crivelari cabeceou no cantinho, sem chances de defesa, mas estava em posição irregular.












