Regra anti-cera é aplicada pela primeira vez na Copa do Mundo
Bélgica e Irã empataram sem gols neste domingo (21)
Lance|Do R7
A nova regra anti-cera implementada pela IFAB teve sua primeira aplicação na Copa do Mundo de 2026 durante o empate por 0 a 0 entre Bélgica e Irã, neste domingo (21). A situação ocorreu na reta final da partida e deixou a seleção iraniana atuando temporariamente com apenas 10 jogadores em campo.
O lance aconteceu aos 39 minutos do segundo tempo, quando o técnico do Irã promoveu a entrada do atacante Hosseinzadeh no lugar do volante Saeid Ezatolahi. No entanto, o meio-campista demorou mais do que o tempo permitido para deixar o gramado e acabou punido pela nova regulamentação.
Segundo a regra aprovada pela IFAB no início do ano, o atleta substituído deve sair de campo em até 10 segundos após a confirmação da troca. Caso ultrapasse esse limite, o jogador que entraria precisa aguardar até a primeira paralisação após um minuto de bola rolando para ser autorizado a participar da partida.
Com isso, Hosseinzadeh ficou impedido de entrar imediatamente, enquanto o Irã precisou seguir jogando com um homem a menos por mais de dois minutos. A entrada do atacante só foi liberada após uma interrupção da partida causada por um impedimento.
Durante o período em que os iranianos estiveram em desvantagem numérica, a Bélgica criou uma das melhores oportunidades do jogo. De Cuyper finalizou com perigo, mas parou em grande defesa do goleiro Beiranvand, que garantiu a manutenção do empate.
Curiosamente, os belgas também não estavam com força máxima naquele momento. O zagueiro Ngoy havia sido expulso anteriormente, deixando as duas equipes com 10 jogadores em campo.
Regra anti-cera não é a única novidade
A mudança faz parte de um pacote de medidas criado pela IFAB para combater a perda deliberada de tempo durante as partidas. Além da regra envolvendo substituições, a entidade também aprovou limites mais rígidos para cobranças de laterais e tiros de meta, com o objetivo de aumentar o tempo efetivo de bola em jogo.











