Quem é Ramon Dino, brasileiro que busca o bicampeonato da Classic Physique do Mr. Olympia
Com uma história digna de filme, atleta saiu do Acre e tornou-se o maior nome da categoria no fisiculturismo mundial
Lance|Do R7
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Ramon Dino busca, nesta sexta-feira (25), seu segundo título da Classic Physique do Mr. Olympia. Com uma história digna de filme, o atleta saiu do Acre em 2020 e, em cinco anos, tornou-se o maior nome da categoria no fisiculturismo mundial.
Nascido em 1995, Ramon Rocha Queiroz acumula, além do título conquistado em 2026, os títulos do Arnold Classic Ohio de 2023 e o Mr. Olympia Brasil de 2024.
Como amador, venceu o Campeonato Estadual de Rondônia em 2016, o Campeonato Brasileiro de 2017 e o Mr. Olympia Brasil de 2018.
A história de Ramon Dino
Nascido em Rio Branco, Ramon cresceu em Xavier Maia, bairro localizado na Parte Alta da cidade. Mais novo de três filhos, o garoto gostava de futebol e lutava capoeira na infância. Foi na adolescência que ele conheceu a modalidade que mudaria sua vida.
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Aos 14 anos, apaixonou-se pela musculação, mas, sem condições de pagar a mensalidade, teve que focar seus esforços na calistenia. Ele praticava o esporte no Horto Florestal de Rio Branco.
Início no fisiculturismo
Com uma genética muscular impressionante, Ramon chamou a atenção do professor de musculação Marcio Garcia, que o instruiu a competir. Com apenas 21 anos, Dino estreou no amador no Campeonato Estadual de Rondônia e venceu na categoria Men’s Physique.
No ano seguinte, apoiado por Geovanni Sampaio, conquistou o Campeonato Brasileiro amador, que o classificou para o Mr. Olympia Brasil de 2018.
Sem condições, vendeu itens pessoais e rifas e conseguiu treinar gratuitamente em uma academia da cidade. Nesse período, sua dieta baseava-se apenas em arroz e ovo. Em São Paulo, conquistou o título e o pro card, mas, ao retornar ao Acre, seguiu sem apoio.
Ascensão e queda de Ramon Dino
Dois anos depois, Ramon foi convidado pelo influenciador Toguro para participar da Mansão Maromba. Por lá, foi apresentado ao empresário e ex-atleta Renato Cariani. A partir desse momento, o futuro campeão da Classic Physique passou a ter patrocínios e evoluir ainda mais.
Nessa época, ganhou o apelido de Dinossauro. Em 2021, estreou como profissional no Europa Pro e surpreendentemente ficou em segundo lugar, garantindo vaga para o Mr. Olympia. Em sua estreia no maior palco do esporte, ficou em quinto lugar.
Em 2023, Ramon conquistou o Arnold Classic Ohio e teve uma de suas melhores atuações no Mr. Olympia, ficando em segundo lugar, atrás de Chris Bumbstead.
Porém, após o êxito, teve um 2024 conturbado, perdendo o Arnold Classic para Wesley Vissers e ficando em quarto lugar no Mr. Olympia.
Neste torneio, seu desempenho foi muito questionado por ter suado no palco, o que indicava que ele tinha água no interstício por alguma estratégia com diuréticos. Na época, o trabalho de seu treinador Cris Aceto foi bastante questionado.
Título do Mr. Olympia
Depois desse momento, venceu o Mr. Olympia Brasil, garantiu sua vaga para o Olympia 2025 e mudou radicalmente seu staff.
Até então treinado por Filipe Pereira, o “Faixa Preta”, passou a ser treinado por Fabrício Pacholok e também contratou André Pajé, treinador de poses. Porém, manteve Cris Aceto.
Com a nova comissão técnica, Ramon passou o ano inteiro de 2025 treinando e desenvolvendo seu corpo para a competição. Sem CBum, venceu o confronto contra Mike Somerfeld e tornou-se campeão da Classic Physique do Mr. Olympia.















