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Processo envolvendo Gustavo Scarpa e Willian Bigode ganha novo capítulo na Justiça

Justiça rejeita recurso de empresa de Willian Bigode

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Lance|Do R7

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A dupla se envolveu em um escândalo que rompeu a amizade em 2023 Pedro Souza/Atlético

Em trâmite na justiça desde 2022, o caso envolvendo Gustavo Scarpa e Willian Bigode segue ganhando novos desdobramentos. A WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, empresa do atacante Willian Bigode, do América-MG, teve um recurso rejeitado pela desembargadora Rosângela Telles, da Justiça de São Paulo. A decisão ocorreu nesta sexta-feira (1º), em processo que envolve uma disputa sobre operações com criptomoedas.

A desembargadora Rosângela Telles utilizou a expressão “tumulto processual” ao fazer nova advertência às partes envolvidas.


A empresa de Bigode questionou a citação por edital de dois sócios da operadora de criptomoedas Xland. A desembargadora fundamentou que os advogados de Bigode não têm legitimidade para questionar a citação e que cabe a eles contestarem o procedimento por meio de seus advogados.

Ao analisar o pedido dos advogados de Willian Bigode, Rosângela afirmou que ele também foi feito com “essa finalidade”. A magistrada destacou que a ação judicial foi iniciada em 2022 e ainda não consegue tramitar adequadamente.


Relembre o caso envolvendo Gustavo Scarpa e Willian Bigode

Em 2023, Gustavo Scarpa caiu em um golpe de criptomoedas por intermédio de Willian Bigode, acusado de ter apresentado a empresa de criptomoedas Xland Holding ao ex-companheiro. De acordo com processos divulgados, o jogador do Galo investiu mais de R$ 4 milhões no esquema da operadora e foi levado a acreditar que teria um retorno de 3,5% a 5% ao mês.

A Xland, de acordo com os depoimentos de Scarpa, se apropriou do dinheiro para fazer investimentos e não devolveu a quantia solicitada. O jogador também processou a WLJC, empresa de gestão de capital que tinha Willian Bigode como sócio-proprietário e atendia outros jogadores de futebol. Em conversa antes do golpe, Willian Bigode, à época no Palmeiras, convence Scarpa e dá garantia de “conhecimento apenas sobre a Xland, mas não por outras empresas” e reafirma “toda ética, fidelidade e ética com a Xland”.


Depois, Scarpa comunicou a Willian Bigode, que estava sendo “orientado a fazer um B.O” e “por consideração e amor” deu um toque antes. No áudio, Gustavo, ex-Palmeiras, disse que citaria o nome da WLJC, que tinha Willian como um dos sócios, e na sequência do caso o jogador do Nottingham Forest enviou 250 páginas de conversas entre os dois à Justiça.

- Bigode, o meu advogado está me orientando a fazer um B.O. Criminal. Na polícia mesmo (...) Pelo respeito, amizade, consideração e amor que eu tenho por você, queria te dar um toque antes. Infelizmente vou ter que falar da sua empresa - disse Scarpa.


- Scarpinha, agora não tem nem mais questão de confiança, irmão. Agora, é orar. Fazer o que sei - responde Willian Bigode a um dos áudios do ex-companheiro.

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