Lance Primeira comentarista feminina da Moto GP revela como tudo começou: 'Ayrton Senna foi a porta de entrada'

Primeira comentarista feminina da Moto GP revela como tudo começou: 'Ayrton Senna foi a porta de entrada'

Juliana Tesser, jornalista especializada em automobilismo sob duas rodas é editora do site parceiro do LANCE! Grande Prêmio

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Juliana Tesser, jornalista especializada em automobilismo sob duas rodas é editora do site parceiro do LANCE! Grande Prêmio, é a grande novidade para as transmissões do Mundial de Motovelocidade 2022, que será atração da ESPN 4 e da plataforma de streaming STAR+. A analista será a primeira mulher a comentar a Moto GP na televisão brasileira e integrará o time de talentos do Grupo Disney ao lado do narrador Hamilton Rodrigues e dos comentaristas Fausto Macieira e Edgard Mello Filho.

O primeiro compromisso oficial do ano acontece na sexta-feira (04), às 10h, com o início dos treinos livres, que serão exibidos ao vivo pela ESPN 4 e STAR+. A corrida no Circuito Internacional de Losail acontece no domingo, a partir das 8h45.

Em entrevista exclusiva ao L!, Juliana Tesser projetou a temporada 2022 da Moto GP além de revelar sua inspiração para seguir a carreira de comentarista da modalidade:

Juliana Tesser, comentarista de Moto GP

Juliana Tesser, comentarista de Moto GP

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Juliana Tesser é especialista em esporte a motor em duas rodas (Foto: Divulgação)

1- Qual a expectativa para a estreia de comentarista?
- Eu estou muito animada! É basicamente como chegar na MotoGP também! Eu trabalho com o Mundial de Motovelocidade há mais de uma década e esta é uma oportunidade única. Um desafio novo, mas que é absolutamente encantador. Estou muito feliz em poder fazer parte do time da ESPN e em dividir a transmissão com pessoas do gabarito de Hamilton Rodrigues, Edgard Mello Filho e Fausto Macieira. Não vejo a hora de começar!

2- Como você se sente sendo a primeira comentarista feminina da Moto GP na TV Brasileira?
- Eu fico muito honrada. O esporte a motor é um meio ainda é muito dominado por homens, mas, aos poucos, mais e mais mulheres vão chegando. Fico feliz em ver e em fazer parte desta transformação, que passa pelos boxes, pelas arquibancadas e também pela imprensa. Ainda resta um longo caminho pela frente, mas fico feliz em me juntar a tantas outras que abriram caminho para as mulheres no mundo do esporte. Espero ajudar a abrir as portas para muitas outras também.

3- Como surgiu sua paixão pelo automobilismo?
- Como muitas das crianças que cresceram nos anos 80, eu me apaixonei pelo esporte a motor por Ayrton Senna. Ele foi a minha porta de entrada para este mundo. Depois da morte dele, eu vi em Valentino Rossi alguém que, no meu entender, tinha as mesmas características. É claro que são duas personalidades absolutamente diferentes, mas o amor por aquilo que eles faziam era notório. Foi a paixão do Rossi que me levou para a MotoGP e aí foi fácil se apaixonar também, pois as corridas de moto são encantadoras! É difícil assistir e não gostar! Depois eu passei a trabalhar com isso e aí a paixão foi só aumentando.

4- Qual sua expectativa para a temporada 2022 da Moto GP? Quem são os pilotos de destaque?
- Teremos mais uma temporada de tirar o fôlego. Acho que Francesco Bagnaia é um dos grandes nomes de 2022, não só pela performance que ele demonstrou no ano passado, mas também pela qualidade que a Ducati colocou nas motos nas últimas temporadas. O Fabio Quartararo vai precisar suar para defender o título, especialmente pelo fato de a Yamaha não ter melhorado a moto tanto quanto deveria, mas ele já mostrou ser bom piloto. E a principal dúvida de 2022 fica em torno da condição física de Marc Márquez. Se ele estiver 100% fisicamente, ou pelo menos perto disso, entra para a lista dos favoritos para retomar a coroa.

Na Moto2, Pedro Acosta é a aposta. Depois do que fez na Moto3 na estreia e pelo que mostrou na pré-temporada, o espanhol chega para dominar a classe do meio. Para a Moto3, Dennis Foggia tem assuntos inacabados e parte como favorito, mas vou ficar de olho também em Ana Carrasco e no brasileiro Diogo Moreira, que fez uma base sólida para chegar até o Mundial.

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