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Pinheiro do Brasil, Braathen da Noruega: as origens do medalhista de ouro no inverno

Lucas Pinheiro Braathen uniu diferentes culturas para construção de um estilo vencedor

Lance

Lance|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lucas Pinheiro Braathen, medalhista de ouro em Jogos Olímpicos de Inverno, possui origens brasileiras e norueguesas.
  • A história de seus pais, Alessandra e Bjorn, começou em Miami e levou à sua formação multicultural.
  • Lucas foi influenciado pela cultura brasileira, mantendo suas raízes através da música e tradição culinária.
  • Aos 9 anos, começou a esquiar e rapidamente se destacou na modalidade, refletindo seu talento e disciplina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mistura de culturas construiu a identidade de Lucas Lucas Pinheiro comendo pão de queijo durante visita à Casa Brasil (Foto: Jonne Roriz/COB)

Lucas Pinheiro Braathen nasceu de uma história digna de cinema. A brasileira Alessandra conheceu o norueguês Bjorn durante uma viagem a Miami. Ele tinha vindo ao Brasil a passeio, e os dois embarcaram no mesmo voo, saindo de São Paulo.

O encontrou virou amor à primeira vista, tão intenso que ela se mudou para a Noruega para viver essa relação, que gerou Lucas. Vinte e cinco anos mais tarde, ele se tornaria o primeiro medalhista da história do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno.


Essa mistura de culturas construiu a identidade de Lucas e o estilo que o tornou um dos principais nomes do esqui alpino mundial.

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Do lado materno, carrega todo o gingado brasileiro que o faz encarar a modalidade como uma dança. Com o pai, conheceu o esporte na neve e construiu toda sua disciplina e técnica.


Futebol em Campinas, pão de queijo e guaraná

A família materna de Lucas é natural de Campinas, no interior de São Paulo - Alberto e Márcia, os avós dele, vivem na cidade até hoje.

Apesar de ter sido criado no exterior, ele viajava com frequência para a terra natal da mãe, onde passava longas horas jogando futebol com os primos.


Essa foi a primeira experiência esportiva de Lucas, que se tornou fã de Ronaldinho Gaúcho e torcedor do São Paulo.

Esse gingado com a bola nos pés ajudou a construir o estilo de Lucas no zigue-zague do slalom no esqui alpino. Com o lema “Vamos dançar!”, ele transforma o trajeto na neve em arte.


Mesmo à distância, Lucas manteve a relação com a cultura brasileira. Foi alfabetizado em português e é um grande apreciador da música brasileira.

Porém, seu ritual preferido quando vem ao Brasil é culinário: Lucas faz questão de comer um pão de queijo acompanhado de guaraná, típico do país.

Tradição e técnica norueguesa

Bjorn foi quem mais incentivou Lucas no caminho do esqui. Curiosamente, as primeiras experiências dele com os esquis nos pés aconteceram quando, em momentos de inverno muito rigoroso, não podia fazer atividades no campo de futebol.

Aos 9 anos, Lucas teve um início relativamente tardio na modalidade, já que seus compatriotas costumam começar bem mais cedo.

Isso não impediu que ele tivesse uma ascensão rápida e fizesse jus às suas raízes norueguesas. Afinal, o país é o maior medalhista da história dos Jogos Olímpicos de Inverno e tem grande tradição e domínio no cenário do esqui.

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