Lance Pandemia travou mais de R$ 40 milhões em vendas do Cruzeiro que evitariam perda de pontos na Série B

Pandemia travou mais de R$ 40 milhões em vendas do Cruzeiro que evitariam perda de pontos na Série B

O meia Maurício e o zagueiro Cacá estavam em negociações para deixar o clube. A saídas da jovem dupla poderia significar R$ 40 milhões e evitar a perda de seis pontos na FIFA

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A perda de seis pontos na Série B de 2020, antes mesmo do seu começo pelo Cruzeiro poderia ter sido evitada. O clube mineiro, que foi punido pela FiFA por não ter realizado o pagamento de uma dívida com o Al-Wahda, dos Emirados Árabes no valor de 850 mil euros(R$ 5 milhões), pelo empréstimo do volante Denílson, em 2016, perdeu duas chances de arrecadar recursos suficientes para quitar esse débito e outros na entidade máxima do futebol.

Segundo o próprio Cruzeiro, o clube deixou de arrecadar mais de R$ 40 milhões em vendas de jogadores em 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus, que cancelaram negociações praticamente certas.

Carlos Ferreira, interlocutor do conselho gestor da Raposa, revelou que a Raposa teve nas mãos uma proposta de R$ 20 milhões pelo meia Maurício, de 18 anos,mas o negócio não foi concluído.

-As coisas estavam bem adiantadas e o provável investidor que gostaria de contratar o Maurício chegaria até R$ 25 milhões. Então no intervalo das negociações, veio a pandemia e esfriou tudo- contou Carlos durante live no canal do Youtube Informativo Cruzeiro.

Além de Maurício, houve outra chance de uma venda de bom valor, que ajudaria nos cofres celestes. O zagueiro Cacá, de 21 anos, teve propostas de Athletico-PR e CSKA-RUS. Os russos quatro milhões de euros, que na cotação da época, chegaria ao valor de R$ 23 milhões.

-O Athletico-PR havia feito uma proposta oficial por 60% do passe dele, que é o que o Cruzeiro tem de direito, mas nós entendemos que, naquele momento, o Cacá valeria mais de dois milhões de euros. Tínhamos uma proposta do CSKA, da Rússia, que daria quatro milhões de euros pelo Cacá. Se você tem a possibilidade de vender o jogador por quatro milhões, seria um mau negócio vendê-lo por dois. Então, teríamos que esperar também. E isso foi tudo acumulado nos dias que antecederam a pandemia. Chegando a pandemia, desestruturou todo mundo, paralisou todos os campeonatos. O Cruzeiro precisava fazer as negociações, de captar esses recursos, mas infelizmente não teve condições-disse Carlos.

As vendas seriam um alívio nos cofres e também nas pendências do clube com a FIFA. Além da dívida com os árabes, as negociações do meia e do zagueiro poderiam bancar o pagamento dos de R$ 11 milhões com o Zorya-UCR pela compra do atacante William Bigode, em 2014. A dívida tem de ser paga até sexta-feira, 29 de maio, para evitar novas punições aos mineiros.

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