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Nove gols na ida, tudo em aberto: por que Bayern x PSG é o confronto mais esperado do ano?

Com recorde no último confronto, duelo já foi final de Champions

Lance

Lance|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bayern de Munique e PSG se enfrentam na Allianz Arena para decidir quem avança para a final da Champions League 2025/26.
  • Após a vitória do PSG por 5 a 4 no primeiro jogo, o Bayern precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente.
  • PSG tenta se tornar o primeiro campeão defensor a chegar à final consecutiva desde o Real Madrid, enquanto o Bayern busca sua 12ª final na competição.
  • O ambiente deve ser hostil para o PSG, que já conquistou o título na Allianz Arena no ano anterior.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bayern e PSG fazem semifinal da Champions histórica Gonzalo Fuentes/REUTERS - 28.04.2026

Bayern de Munique e PSG se reencontram nesta quarta-feira (6), na Allianz Arena, para definir o segundo finalista da Champions League 2025/26. Depois de um primeiro jogo histórico, que terminou com vitória francesa por 5 a 4 no Parc des Princes, a volta promete mais emoções. O confronto está marcado para as 16h (horário de Brasília).

O caminho para Budapeste passa por Munique. O PSG tem a vantagem do empate; o Bayern precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente – um triunfo por um gol leva a decisão para a prorrogação.


O adversário na grande final já está definido. Na terça-feira (5), o Arsenal eliminou o Atlético de Madrid com um gol de Saka, aos 44 minutos do primeiro tempo, e venceu por 1 a 0 no Emirates Stadium, fechando o placar agregado em 2 a 1. A decisão está marcada para 30 de maio, na Puskás Arena, em Budapeste.

Um confronto histórico com recordes e números impressionantes

O primeiro confronto entre Bayern e PSG entrou para a história da Champions League. Com nove gols, foi o jogo de semifinal com maior número de tentos em toda a competição. Foi também a primeira vez desde 1992/93 que uma partida da fase final registrou mais de oito gols, e a primeira vez na era moderna que um primeiro tempo teve cinco finalizações convertidas.


Os números das duas equipes na competição impressionam. Pela primeira vez em uma única edição da Champions League, duas equipes ultrapassaram a marca de 40 gols: o Bayern tem 42, e o PSG lidera com 43. O recorde histórico é de 45 gols, estabelecido pelo Barcelona na temporada 1999/2000. Somando os dois confrontos, a semifinal já se aproxima do recorde de gols em uma eliminatoria europeia.

O Bayern busca sua 12ª final de Champions League, o que o deixaria isolado como a segunda equipe com mais finais na história, atrás apenas do Real Madrid (18). O clube bávaro não chega à decisão desde 2020, quando conquistou o título. Já o PSG tenta se tornar o primeiro campeão defensor a chegar a outra final consecutiva desde o tricampeonato do Real Madrid sob o comando de Zinédine Zidane.


PSG e Bayern tem sistemas de jogos parecidos

Os dois times são construídos para atacar. Do lado alemão, o trio formado por Michael Olise, Jamal Musiala e Luis Díaz terá a missão de alimentar Harry Kane. O inglês, vice-artilheiro da competição com 13 gols, busca marcar pelo sétimo jogo consecutivo na Champions League – o que ampliaria seu recorde pessoal e o deixaria a dois gols de igualar as marcas de Jürgen Klinsmann (1995/96) e Lewandowski (2019/20) pelo clube.

Do lado francês, o ataque é igualmente letal. Kvaratskhelia, com 10 gols e 5 assistências na competição, tem o recorde de participações em gols em uma única temporada por um jogador do PSG. O georgiano marcou duas vezes no jogo de ida, e Dembélé, atual Bola de Ouro, também balançou as redes em duas ocasiões.


A defesa é o calcanhar de Aquiles de ambos. O PSG permitiu mais de 50 toques em sua própria área em cada um dos últimos dois jogos da Champions – algo que não acontecia com frequência na temporada. O Bayern sofreu 11 gols nos últimos três jogos e precisa de uma atuação segura do goleiro Manuel Neuer, que foi questionado no jogo de ida ao sofrer cinco gols a partir de apenas 2.65 de gols esperados (xG) – estatística que mede a qualidade das finalizações e a probabilidade de resultarem em gol.

Duelo será disputado em um caldeirão

A Allianz Arena estará tomada pelo vermelho. O clube alemão pediu que todos os torcedores compareçam vestindo a cor do time para criar um ambiente hostil ao visitante. A medida foi apoiada pelos jogadores, e Jonathan Tah falou sobre isso na entrevista coletiva.

– Você percebe quando todo mundo está de vermelho. O que mais noto é aquela atmosfera especial. Dá um impulso enorme quando o estádio inteiro está atrás da gente – disse o zagueiro.

O PSG, no entanto, não se intimida. O time parisiense já viveu essa pressão antes – afinal, foi na Allianz Arena que conquistou seu primeiro título da Champions League na temporada passada, ao bater a Inter de Milão por 5 a 0 na final. Para Luis Enrique, voltar a Munique traz boas lembranças e motivação extra.

– Voltar a Munique traz ótimas lembranças; será sempre um grande prazer. Quando eu treinava o Barcelona, no ano em que ganhamos a Champions League, também jogamos contra o Bayern nas semifinais… e o jogo de volta foi em Munique. Passamos e vencemos a final. Para mim, isso é ainda mais motivador – relembrou o técnico espanhol.

O histórico de confrontos entre as equipes só aumenta a expectativa. Em 17 jogos oficiais, nunca houve um empate: são nove vitórias do Bayern e oito do PSG. A final de 2020, vencida pelos alemães por 1 a 0 com gol de Coman, ainda ecoa na memória dos torcedores de ambos os lados. Agora, o reencontro tem um sabor especial: o PSG tenta se vingar daquela derrota e se tornar o primeiro campeão defensor a chegar a outra final consecutiva desde o tricampeonato do Real Madrid.

A vantagem de um gol do PSG não é confortável diante do poder de fogo do Bayern. O técnico Vincent Kompany, que cumpriu suspensão no jogo de ida e retorna ao banco de reservas, aposta na força da Allianz Arena.

– Poucos acreditavam no início da temporada que teríamos uma chance, com o último jogo em casa, de chegar à final. Juntos, queremos tornar este momento inesquecível – afirmou o treinador belga.

O técnico do PSG, Luis Enrique, que atingiu a marca de 50 vitórias na Champions League mais rapidamente do que qualquer outro treinador na história, fez uma analogia com o tênis para definir o duelo.

– Quando vejo esse tipo de partida, lembro-me de uma frase de Rafa Nadal, que disse que a rivalidade entre Federer e Djokovic foi uma motivação para ele. Admiramos o Bayern, mas isso é uma motivação para encontrarmos nosso melhor nível – disse o treinador.

O PSG terá um desfalque importante. Hakimi, que deixou o jogo de ida com uma lesão muscular na coxa direita, está fora. Zaïre-Emery deve ocupar a lateral, abrindo espaço para Fabián Ruiz reforçar o meio-campo ao lado de Vitinha e João Neves. O Bayern, por sua vez, não poderá contar com Gnabry e Raphael Guerreiro, mas terá todos os outros jogadores disponíveis.

O clima no estádio deve ser de caldeirão. O Bayern sabe que precisa de apenas um gol para empatar o agregado, mas também sabe que não pode se expor demais diante do ataque mais letal da competição. O PSG, por sua vez, tem a vantagem, mas não pode se dar ao luxo de administrar – uma postura recuada contra o poder de fogo bávaro seria suicídio.

– É uma vantagem pequena, e vimos no primeiro jogo que qualquer uma das equipes poderia vencer. Não queremos proteger o resultado, queremos buscar a vitória – afirmou Luis Enrique.

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