Logo R7.com
RecordPlus
R7 Esporte - Notícias sobre Futebol, Vôlei, Fórmula 1 e mais
‌

Noruega apresenta denúncias contra Infantino à Fifa

Federação questiona presidente da entidade em três casos

Lance|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Gianni Infantino, presidente da Fifa Kacper Pempel/Reuters - 27.09.2026

A NFF (Federação Norueguesa de Futebol) apresentou duas denúncias à Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) contra o presidente da entidade, Gianni Infantino, por questões relacionadas à governança da organização. Os documentos foram enviados nesta segunda-feira (5) ao Comitê de Ética e ao Comitê de GACC (Governança, Auditoria e Compliance da Fifa).

A iniciativa envolve três episódios: a criação e entrega do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; a suspensão disciplinar do atacante americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026; e o projeto FFE (Fifa Forward Enterprise), que previa a venda de parte de uma nova subsidiária comercial da entidade a investidores externos.

‌

A informação foi publicada pelo As, que teve acesso ao posicionamento da federação norueguesa. A NFF, presidida por Lise Klaveness, também divulgou um resumo executivo das medidas adotadas.

Noruega questiona Prêmio da Paz da Fifa

Um dos pedidos de investigação está relacionado ao Prêmio da Paz da Fifa, criado em novembro de 2025 e entregue pela primeira vez no mês seguinte a Donald Trump.

‌

A federação norueguesa questiona como o prêmio foi concebido e autorizado e se a criação da iniciativa e a escolha do vencedor estavam dentro das atribuições do Conselho da Fifa. A denúncia também pede que seja analisado o papel de Infantino no processo e se declarações públicas de apoio ao presidente americano podem representar questões relacionadas a abuso de posição e neutralidade política.

Caso Balogun também será analisado

A segunda questão envolve Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. De acordo com o documento da NFF, reportagens informaram que o presidente dos Estados Unidos teria pedido pessoalmente a Infantino que revisasse a suspensão automática de um jogo aplicada ao atacante americano.

‌

Balogun havia recebido a punição após uma partida do Mundial, mas o Comitê Disciplinar acabou suspendendo a aplicação da sanção, permitindo que o jogador participasse do compromisso seguinte.

A Noruega pede que a Fifa esclareça o que ocorreu internamente depois da suposta intervenção, incluindo quem se comunicou com quem, se houve influência indevida e se as garantias de independência e os procedimentos disciplinares foram respeitados.

‌
Folarin Balogun virou alvo de polêmica durante a Copa do Mundo Blake Dahlin/Imagn Images via Reuters - 06.07.2026

Projeto comercial da Fifa entra na denúncia

O terceiro ponto trata do Fifa Forward Enterprise, projeto que previa a venda de aproximadamente 20% de uma nova subsidiária comercial da Fifa a investidores externos.

Segundo a NFF, o projeto teria avançado até um estágio que incluía avaliação e estruturação para uma votação em nível de gestão, além de um termo de compromisso assinado e de uma apresentação preparada por um banco para buscar investidores, sem que o Conselho da Fifa tivesse sido envolvido como previsto nos estatutos.

A entidade norueguesa também questiona a relação entre a direção da Fifa e possíveis investidores e pede esclarecimentos sobre as circunstâncias que envolveram a saída do então diretor de operações da entidade, Kevin Lam, além de possíveis discussões sobre remuneração ou outros interesses financeiros de Infantino relacionados ao projeto.

A Fifa posteriormente reconheceu que houve erros e que o Conselho e as associações-membro não foram envolvidos no processo, embora tenha sustentado que seu marco regulatório havia sido respeitado. O projeto acabou sendo retirado em 31 de julho de 2026, após manifestações institucionais de Uefa, Concacaf e AFC.

Dois procedimentos diferentes

As denúncias foram apresentadas por meio de dois mecanismos distintos dentro da Fifa. O Comitê de Ética analisará a possível conduta individual de Infantino e de outras pessoas que possam ser identificadas durante uma eventual investigação.

Já o GACC foi acionado para avaliar questões relacionadas à governança, à supervisão financeira, aos controles internos e aos processos de tomada de decisão da Fifa.

Os dois procedimentos são independentes, mas foram apresentados pela NFF como complementares. A entidade norueguesa pede que as investigações sejam conduzidas de forma independente e rápida, com preservação das evidências e, quando necessário, participação de terceiros na apuração.

Próximos passos

O Comitê de Ética poderá arquivar a denúncia, realizar uma investigação preliminar ou abrir um procedimento formal. Já o GACC deverá analisar as questões de governança levantadas pela federação e poderá recomendar medidas corretivas ou encaminhar determinados pontos a outros órgãos da Fifa.

A NFF afirmou ainda que busca uma tramitação acelerada dos casos, levando em consideração a proximidade da eleição presidencial da Fifa, marcada para 18 de março de 2027. O próximo Conselho da entidade está previsto para 15 de outubro, em Zurique, na Suíça.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.