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Neymar inicia nova fase da recuperação e mira retorno na Copa

Jogador deve treinar em campo nesta segunda-feira (15) nos EUA

Lance|Do R7

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Neymar durante estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo Caean Couto/Reuters - 13.06.2026

Às vésperas do confronto com o Haiti, na sexta-feira (19), a atividade desta segunda (15) tem tudo para representar um marco importante na trajetória de Neymar durante a Copa do Mundo de 2026. Após quase três semanas de tratamento intensivo, o camisa 10 da seleção brasileira deve voltar a treinar em campo, iniciando uma nova fase do processo de recuperação da lesão grau 2 na panturrilha direita que o afastou da estreia do Brasil no torneio.

O retorno aos gramados ainda não significa que Neymar estará à disposição de Carlo Ancelotti nos próximos dias, mas representa um avanço significativo dentro do cronograma traçado pelo departamento médico da seleção. A expectativa da comissão técnica é que o jogador seja preparado para atuar no terceiro compromisso do Brasil na fase de grupos, diante da Escócia, no dia 24 de junho, em Miami.

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No dia 27 de maio, após exame de ressonância magnética realizado em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, confirmou que Neymar havia sofrido uma lesão grau 2 na panturrilha. Na ocasião, o médico estimou um período de recuperação entre duas e três semanas. Nesta segunda-feira, o atacante completa 19 dias de tratamento, prazo que se encaixa exatamente na previsão inicial feita pela equipe médica.

Desde a chegada da delegação aos Estados Unidos, Neymar vem cumprindo uma rotina intensa de recuperação. O trabalho tem sido conduzido pelo coordenador de preparação física da seleção, Cristiano Nunes, e pelo fisioterapeuta Rafael Martini. Durante esse período, o jogador alternou sessões de fisioterapia, fortalecimento muscular e atividades específicas de preparação física, sempre acompanhado de perto pelos profissionais da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

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Mesmo sem condições de entrar em campo, Neymar está longe de ser uma preocupação para Carlo Ancelotti. Pelo contrário. O atacante tem desempenhado um papel relevante dentro da concentração brasileira. Experiente e vivendo sua quarta Copa do Mundo, o camisa 10 tem sido uma espécie de mentor para os atletas mais jovens do elenco.

Na estreia contra o Marrocos, no último sábado (13), em Nova Jersey, Neymar passou praticamente toda a partida ao lado de Endrick no banco de reservas. Entre uma jogada e outra, o veterano conversava com o jovem atacante, orientava posicionamentos e compartilhava impressões sobre a partida. A cena chamou atenção e reforçou uma faceta cada vez mais presente do craque: a de liderança nos bastidores.

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A tendência é que Neymar ainda não reúna condições físicas para enfrentar o Haiti, na próxima quinta-feira (19), na Filadélfia. A comissão técnica trabalha sem pressa, priorizando uma recuperação completa para evitar qualquer risco de agravamento da lesão. O planejamento prevê que ele esteja próximo da condição ideal justamente para o duelo contra a Escócia, último compromisso brasileiro na fase de grupos.

Se a recuperação avançar conforme o esperado, Neymar poderá escrever mais um capítulo de superação em sua história com a seleção. Afinal, problemas físicos acabaram se tornando uma marca indesejada de suas participações em Copas do Mundo.

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Em 2014, quando vivia o auge técnico da carreira, o atacante sofreu a famosa fratura na vértebra após uma joelhada nas costas durante as quartas de final contra a Colômbia, encerrando precocemente sua participação no torneio disputado em casa.

Quatro anos depois, na Rússia, precisou travar uma corrida contra o tempo para se recuperar de uma fratura no metatarso sofrida meses antes da competição. Conseguiu chegar à Copa, mas viu o Brasil ser eliminado pela Bélgica nas quartas de final.

Em 2022, no Catar, o roteiro voltou a se repetir. Neymar sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo logo na estreia contra a Sérvia, desfalcou a equipe na sequência da fase de grupos e retornou apenas no mata-mata. Nas quartas de final contra a Croácia, marcou um golaço na prorrogação, mas não conseguiu evitar a eliminação brasileira nos pênaltis.

Agora, em 2026, o desafio é diferente. Pela primeira vez, Neymar tenta vencer uma corrida contra o relógio ainda durante a fase de grupos. O retorno aos treinamentos em campo representa apenas mais um passo, mas é justamente o passo que aproxima o camisa 10 do que todo o Brasil espera: vê-lo novamente protagonista dentro das quatro linhas quando a Copa começar a entrar em sua fase decisiva.

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