'Hat-trick' amargo: Argentina acumula três finais de Copa sem chutar a gol
Nos últimos três vice-campeonatos, a Argentina foi derrotada por 1 a 0
Lance|Do R7

A derrota por 1 a 0 para a Espanha no MetLife Stadium, na decisão da Copa do Mundo de 2026, deixou a Argentina com um amargo sabor de “quase” e um feito indigesto para a história do futebol. Além de se igualar à Alemanha como a maior vice-campeã mundial — agora com quatro vices —, a seleção albiceleste tornou-se a primeira a passar 90 minutos sem acertar uma única finalização na meta adversária em três decisões do torneio.
A ineficiência ofensiva dos sul-americanos, aliada ao domínio tático da defesa espanhola no ato final do Mundial, impressionou os amantes do esporte. Sob o comando de Luis de la Fuente, a Espanha controlou as ações do início ao fim, sem permitir que o elenco de Lionel Scaloni criasse chances reais de perigo.
O jejum de chutes nas decisões mundiais
Com o revés em solo norte-americano, a Argentina isolou-se em uma estatística negativa nas finais:
Um padrão histórico de reveses
A primeira grande frustração argentina em finais ocorreu na edição inaugural da competição, em 1930, quando a equipe caiu diante do Uruguai por 4 a 2. Porém, a incômoda escrita de impotência ofensiva começou décadas mais tarde: a partir de 1990, sempre que a Argentina perdeu o título, o roteiro se repetiu exatamente da mesma forma — derrota por 1 a 0 para rivais europeus e sem exigir defesas dos goleiros adversários.
Em 2026, nem mesmo a campanha épica até a final e o protagonismo de Lionel Messi, no auge dos seus 39 anos, foram suficientes para quebrar essa escrita. O ímpeto ofensivo da equipe ruía justamente no ápice do torneio.
Do topo no Catar ao bloqueio nos EUA
Apesar da dor pelo vice-campeonato, o ciclo recente consagra o trabalho de Scaloni e a liderança de Messi, com duas finais consecutivas disputadas. A postura na América do Norte, no entanto, figurou como o oposto da decisão no Catar em 2022. Naquela ocasião, a Argentina buscou o ataque de forma incessante, balançou as redes três vezes no empate por 3 a 3 contra a França e sagrou-se tricampeã nos pênaltis.
Desta vez, a imponência da Espanha expôs as fragilidades ofensivas da seleção argentina e reabriu uma ferida vivida em mundiais anteriores.










