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Fifa quer que ‘Lei Vini Jr.’ seja implantada na Copa do Mundo

Entidade avalia expulsão para atletas que cobrirem a boca ao falar com rivais

Lance

Lance|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Fifa propõe a criação da "Lei Vini Jr." para punir jogadores que cobrirem a boca durante conversas com adversários.
  • A medida foi motivada por incidentes de discriminação, como o caso de Vini Jr. em um jogo da Champions League.
  • O presidente da Fifa, Gianni Infantino, defende a expulsão automática de jogadores que cobrem a boca se forem proferidas ofensas racistas.
  • A proposta será discutida em uma reunião da IFAB em abril, com o objetivo de implementar a nova regra na Copa do Mundo de 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lei Vini Jr. pode começar a vale a partir da Copa do Mundo Reprodução/Instagram/@vinijr - 14.02.2026

A Fifa pretende levar adiante uma proposta que pode mudar a forma como o futebol lida com casos de discriminação dentro de campo. Após o episódio envolvendo Vini Jr. e Gianluca Prestianni no duelo entre Real Madrid e Benfica, pela Champions League, a entidade iniciou discussões para criar uma regra que puna jogadores que cobrirem a boca ao se dirigirem a adversários. A ideia é que a medida, apelidada informalmente de “Lei Vini Jr.”, entre em vigor ainda na Copa do Mundo de 2026.

O caso que motivou o debate aconteceu no dia 17 de fevereiro, no Estádio da Luz, em Lisboa. Após marcar o gol da vitória do Real Madrid, Vini Jr denunciou ao árbitro François Letexier que Prestianni havia proferido insultos racistas contra ele.


O argentino negou a acusação, mas as imagens mostraram que ele colocou a camisa sobre a boca no momento em que se dirigia ao brasileiro. A Uefa suspendeu preventivamente Prestianni por uma partida, e o caso segue sob investigação.

Infantino defende expulsão e ‘presunção de culpa’

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, concedeu entrevista à emissora britânica Sky News neste domingo e foi enfático ao defender a nova medida. Para ele, o ato de cobrir a boca para falar com um adversário deve ser tratado como evidência suficiente de que algo ofensivo foi dito.


“Se um jogador cobrir a boca e falar algo, e isso tiver um impacto racista, ele precisa ser expulso. Obviamente. Nós precisamos assumir que ele disse algo que não deveria, porque do contrário não precisaria cobrir a boca”, afirmou Infantino.

O dirigente foi além e defendeu que a “presunção de culpa” nesses casos é um caminho necessário para o combate ao racismo.


“Eu simplesmente não entendo. Se você não tem nada a esconder, você não tapa a boca quando diz algo. É simples assim. Essas são ações que podemos e devemos tomar para levar a sério a nossa luta contra o racismo”, completou.

A proposta da Fifa é que a International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por gerir as regras do futebol, organize uma reunião extraordinária para votar a aplicação da nova determinação. A intenção é que o debate ocorra na última semana de abril, em Vancouver, no Canadá, durante o 76º Congresso da Fifa. A expectativa é que a regra esteja em vigor na Copa do Mundo, que começa em junho.


Como funciona a IFAB e os próximos passos

A IFAB é composta por oito votos: as quatro associações britânicas têm direito a um voto cada, e a Fifa detém os outros quatro. Para que uma regra seja aprovada, são necessários seis dos oito votos.

No último sábado, durante a 140ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada em Hensol, no País de Gales, o tema foi debatido. Embora não haja uma proposta formal ainda, a IFAB abriu consulta para desenvolver medidas que coíbam a prática de jogadores taparem a boca durante discussões em campo.

O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, afirmou que o assunto é prioritário.

“Estes são tópicos importantes que queremos abordar. Queremos continuar a discussão e potencialmente apresentar medidas ainda antes da Copa do Mundo”, declarou.

O diretor executivo da Associação de Futebol da Inglaterra, Mark Bullingham, também membro da IFAB, ponderou que é necessário avaliar todas as implicações antes de implementar a mudança.

“Você pode ver que, quando um jogador está falando com um adversário, há muito poucas circunstâncias em que ele deveria precisar tapar a boca. Mas precisamos analisar tudo e garantir que, se formos introduzir uma mudança de regra ou uma penalidade para isso, não vamos criar mais problemas”, afirmou.

A Fifa pressiona para que a votação ocorra já em abril, garantindo que a nova regra possa ser aplicada no Mundial. Enquanto isso, o caso envolvendo Vini Jr. segue como o principal catalisador dessa discussão, colocando o brasileiro mais uma vez no centro da luta contra o racismo no futebol.

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