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Fê Palermo, do Palmeiras, critica acerto do Santos com Cuca

Lateral se posiciona nas redes e questiona normalização de casos graves no esporte

Lance

Lance|Do R7

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Fê Palermo, lateral do Palmeiras Fabio Menotti/Palmeiras

A lateral Fê Palermo, do Palmeiras e da seleção feminina, publicou um longo desabafo nas redes sociais criticando a decisão do Santos em contratar Cuca e cobrando uma mudança de postura no futebol.

Em 1987, ainda como jogador do Grêmio, Cuca foi acusado de participar de um caso de violência sexual contra uma menor de 13 anos em um hotel na Suíça, episódio que ficou conhecido como “Escândalo de Berna”.


Em 1989, ele chegou a ser condenado pela Justiça suíça por ato sexual com menor, mas nunca cumpriu a pena porque já estava no Brasil. Anos depois, em 2023, essa condenação foi anulada por questões processuais, sem que o mérito do caso fosse reavaliado, ou seja, a decisão não declarou inocência. O processo também não pode mais ser reaberto por conta da prescrição. Nesta semana, o Santos anunciou Cuca com contrato até o fim de 2026.

O que disse Fê Palermo sobre Cuca no Santos

No texto, a jogadora afirma que o esporte não pode ser tratado com fanatismo a ponto de ignorar atitudes fora de campo. Ela cita nomes conhecidos do futebol envolvidos em acusações e critica o que considera uma tendência de relativizar comportamentos por conta do desempenho esportivo. Para Palermo, há uma “omissão” recorrente, inclusive dentro do próprio ambiente do futebol feminino.


A atleta também menciona situações vividas no Santos, citando casos de denúncias e episódios de assédio, e afirma que esse tipo de cenário parece se repetir. Em tom firme, questiona por que o futebol insiste em ignorar essas questões e defende que clubes não deveriam contratar profissionais envolvidos em acusações graves, mesmo quando não há conclusões definitivas.

— A lógica é simples: não cometam crimes. E, diante de acusações, não sejam coniventes — escreveu.


Fê Palermo ainda revela experiências pessoais, dizendo já ter sofrido abusos e reforçando que o silêncio contribui para a continuidade desses problemas. A lateral pede mais responsabilidade de dirigentes e cobra coerência nas decisões, destacando que o histórico e a imagem dos profissionais também devem ser levados em conta.

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