Faltam 127 dias para a Copa do Mundo: relembre a vuvuzela, ‘estrela’ do Mundial em 2010
Instrumento dividiu opiniões durante a Copa na África do Sul
Lance|Do R7

A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 ganhou um tom especial nesta quarta-feira (4). Faltando 127 dias para o início do torneio que será disputado em Estados Unidos, México e Canadá, o número remete a outro símbolo recente da história dos Mundiais: os 127 decibéis que uma vuvuzela é capaz de atingir em seu volume máximo, marca registrada da Copa da África do Sul, em 2010.
A vuvuzela é uma corneta de plástico, de cores chamativas, que se popularizou nos estádios sul-africanos a partir do início dos anos 1990. Os primeiros modelos eram feitos de chapa de metal, mas a versão que ganhou o mundo em 2010 tinha produção em série, geralmente com 65 centímetros de comprimento, embora algumas chegassem a um metro.
Durante aquele Mundial, as arquibancadas formavam um coro contínuo, com o som grave e prolongado que virou trilha sonora oficial da competição e dividiu opiniões entre torcedores, jogadores e transmissões de TV.
Estudos acústicos realizados à época, como os promovidos pela fundação Hear the World, ligada ao grupo suíço de produtos auditivos Phonak, mediram a intensidade do som das vuvuzelas em condições de estúdio.
Os testes apontaram que, em volume máximo e encostada ao ouvido, uma vuvuzela pode alcançar 127 decibéis – patamar superior ao ruído de um tambor (122 dB), de uma motosserra (cerca de 100 dB) e até do apito de um árbitro (121,8 dB). A entidade alertou que a exposição prolongada a esse nível de ruído, especialmente em ambiente fechado ou muito próximo da fonte sonora, pode causar perda auditiva permanente.
O impacto não foi apenas técnico. Ao longo da Copa de 2010, diversos jogadores reclamaram do incômodo provocado pelas cornetas, mencionando dificuldade de comunicação em campo e a sensação de zumbido constante.
Ao mesmo tempo, para muitos torcedores locais, a vuvuzela era tratada como elemento de identidade cultural e forma de apoio à seleção, o que gerou debate sobre até que ponto o barulho fazia parte do espetáculo ou o atrapalhava.















