Fábio brilha nos pênaltis, e Fluminense conquista classificação heroica na Libertadores
Tricolor jogou o segundo tempo quase inteiro com um a menos
Lance|Do R7
Em jogo para testar o coração do torcedor, o Fluminense bateu o Independiente Rivadavia nos pênaltis e avançou na Libertadores. A partida desta terça-feira (18) terminou em 1 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Serna e Arce. O Tricolor jogou quase o segundo tempo inteiro com um jogador a menos. Fábio pegou duas cobranças e foi o herói da classificação.
O Fluminense agora aguarda o vencedor de Coquimbo Unido e Platense, que se enfrentam nesta quarta-feira (19).
Primeiro tempo é frio e estudado
Apesar de ter pouca torcida, os leprosos, como são conhecidos os torcedores do Independiente Rivadavia, fizeram bom número no Malvinas Argentinas. A comoção de torcer na maior partida da história do clube empurrou a torcida, mas não foi suficiente para transformar o estádio em um caldeirão de pressão.
Nesse clima, o Fluminense conseguiu controlar as ações e não sofrer riscos, mas também pecou na criatividade. A noite inspirada de Martinelli esbarrou na desconfiança de Hércules, o que deixou o meio-campo tricolor desconectado. A melhor chance do Fluminense foi em escanteio, cobrado por Hulk. A bola caiu no pé de Thiago Silva, próximo à marca do pênalti. Mas o zagueiro chapou para fora.
O Independiente Rivadavia incomodava, como de costume, nos contra-ataques. Arce foi o homem buscado o tempo todo pelos argentinos. O camisa 9 foi vigiado de perto por Ignácio e Thiago Silva e deu trabalho, mas levou a pior na maioria dos duelos e não conseguiu dar nenhuma chance clara aos leprosos.
Clima esquenta no segundo tempo
No segundo tempo, a primeira grande chance foi dos donos da casa. Em tabela rápida pela esquerda, aos 9 minutos, Arce recebeu sozinho de frente, mas chutou mascado. O jogo foi ficando quente e virou uma pilha de nervos para o Fluminense quando Canobbio fez falta em Fernández, que invadia a área, e foi expulso. Para conter os danos, Marcão colocou Acosta e Serna. O argentino entrou no lugar de Hulk no comando do ataque e quase fez um gol de placa, de cobertura, do meio-campo.
Feitiço contra o feiticeiro
A mudança de Marcão surtiu efeito. Com um homem a menos, o Fluminense passou a ser mais atacado e começou a levar perigo nos contra-ataques. Foi assim que saiu o gol tricolor. Hércules fez lançamento de manual nas costas da defesa, e Serna saiu de cara para tocar na saída de Bolcato. O Ind. Rivadavia foi ferido com seu próprio veneno.
Golpe cruel no fim
Depois do gol tricolor, virou ataque contra defesa. O Fluminense estacionou um ônibus em frente ao gol de Fábio e resistiu até onde deu. Aos 45 minutos, a finalização de dentro da área de Studer bateu na mão de Ignácio. O VAR chamou o juiz para revisão e o pênalti foi marcado. Arce converteu com força, no ângulo direito de Fábio. No último lance do tempo regulamentar, Serna teve a bola do jogo. Desarmou o zagueiro do Ind. Rivadavia entrou na área e ficou de cara pro gol, mas isolou.
Nos pênaltis, o Fluminense parecia dar adeus à vaga nas quartas de final quando Acosta isolou a cobrança. Mas foi aí que Fábio apareceu. O jogador com mais atuações na história do futebol pegou duas cobranças e classificou o Tricolor.
O Fluminense volta a campo no sábado (22), quando enfrenta o Remo, pelo Campeonato Brasileiro, às 16h (de Brasília), no Mangueirão.











