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F1 intervém no uso de energia e muda classificação no GP do Japão

Medida reduz limite de recuperação de energia e busca conter o superclipping, alvo de críticas após as primeiras corridas

Lance

Lance|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A FIA reduziu o limite de recuperação de energia de 9 MJ para 8 MJ no GP do Japão.
  • A mudança visa conter o superclipping, que tem gerado críticas após as corridas em Melbourne e Xangai.
  • Com a nova regra, o foco será restaurar o desafio técnico na pilotagem, e não apenas na eficiência energética.
  • A decisão foi aprovada por unanimidade e será implementada imediatamente, com mais reuniões agendadas para revisar o gerenciamento de energia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

GP do Japão terá alteração na forma de classificação Divulgação/Stake F1 Team KICK Sauber

Em comunicado emitido, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou uma mudança técnica crucial para a classificação em Suzuka: o teto de recuperação de energia permitido durante a sessão caiu de 9 MJ para 8 MJ. A manobra, aprovada por unanimidade pelas equipes e fabricantes, visa combater o avanço do superclipping (corte brusco na potência do carro mesmo em aceleração máxima), um fenômeno que tem gerado frustração no paddock.

O ajuste é uma resposta direta ao que se viu em Melbourne e Xangai, onde o gerenciamento de energia começou a sobrepor-se à pilotagem pura. Com a redução de 1 MJ, a FIA espera que as voltas lançadas voltem a ser um teste de habilidade, e não apenas de eficiência elétrica.


Vilão da potência: entenda o superclipping

O superclipping ocorre quando o novo sistema híbrido faz cortes drásticos na entrega de potência, mesmo com o acelerador cravado no fundo. Isso permite que o carro recupere bateria em plena aceleração, mas cria uma sensação de velocidade artificial e retira o desafio técnico de curvas de alta performance.

O problema ficou evidente no GP da Austrália, onde até a volta da pole de George Russell exibiu oscilações de potência nas curvas 9 e 10. Em Xangai, pilotos como Charles Leclerc e Oscar Piastri reclamaram que o sistema os “punia” justamente quando tentavam arriscar mais.


Recuo estratégico da Federação

A decisão de mudar as regras agora representa uma reviravolta. Inicialmente, o consenso após o GP da China era de que nenhuma alteração seria feita antes de Miami. No entanto, simulações técnicas revelaram que Suzuka, uma pista de alta exigência energética, forçaria as equipes a um uso ainda mais abusivo do superclipping.

Adaptação contínua no regulamento 2026

Embora o regulamento exija, normalmente, um aviso prévio de quatro semanas para mudanças técnicas, a F1 obteve o aval de todos os fabricantes para implementar a medida imediatamente. A entidade trata o ajuste como uma “adaptação pontual” dentro do sucesso operacional das novas regras de 2026.

Novas reuniões estão previstas para as próximas semanas, sinalizando que o gerenciamento de energia continuará sob lupa ao longo de toda a temporada para evitar que os sistemas superem o braço dos pilotos na busca pela pole position.

— Para garantir que o equilíbrio entre a gestão de energia e o desafio para os pilotos seja mantido, reduzimos a recuperação máxima para este fim de semana. Este ajuste reflete o feedback dos competidores, que desejam que a classificação continue sendo um desafio de pilotagem — afirmou a FIA em nota oficial.

( — Para garantir que o equilíbrio entre a gestão de energia e o desafio para os pilotos seja mantido, reduzimos a recuperação máxima para este fim de semana. Este ajuste reflete o feedback dos competidores, que desejam que a classificação continue sendo um desafio de pilotagem — afirmou a FIA em nota oficial. )

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