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Estafe de astro detona departamento médico do Real Madrid

Cirurgia tardia do zagueiro Asencio revolta estafe e expõe crise no Real Madrid

Lance

Lance|Do R7

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José Mourinho visita Asensio durante recuperação Reprodução/Instagram @asencio - 01.10.2026

O departamento médico do Real Madrid voltou a virar pivô de uma crise interna no Santiago Bernabéu. O estafe do zagueiro Raúl Asencio manifestou forte indignação contra os protocolos adotados pelo clube após a confirmação de que o defensor precisará passar por uma cirurgia na tíbia no meio da temporada. O entorno do atleta classifica a intervenção como extremamente tardia e prejudicial à sequência de sua carreira sob o comando do técnico José Mourinho.

O problema físico do defensor começou em janeiro, quando sofreu uma lesão na tíbia que gerou um calo ósseo com má cicatrização. Inicialmente, a equipe médica merengue apostou em um procedimento minimamente invasivo, que não surtiu o efeito desejado. Mesmo com dores constantes e limitações nos treinos, a diretoria de saúde vetou a cirurgia no meio do ano, optando por repouso nas férias. Após uma nova recaída em agosto, o clube finalmente liberou a operação em outubro — nove meses após o diagnóstico inicial —, tirando o jogador de combate por vários meses.

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O caso de Asencio reacende o debate sobre um problema estrutural e crônico nas instalações de Valdebebas. Nem mesmo as constantes mudanças na gestão da saúde e da preparação física — com o retorno do Dr. Niko Mihic à supervisão médica e a reestruturação comandada por Antonio Pintus — foram suficientes para conter os sucessivos equívocos de diagnóstico que incomodam os atletas no vestiário.

A revolta atual se soma a uma lista extensa de episódios polêmicos recentes. Entre os casos mais graves está o de Mbappé, que teve um problema no joelho tratado inicialmente como entorse leve e depois diagnosticado como lesão no ligamento cruzado posterior, levando o francês a buscar tratamento em Paris. Outros nomes, como Jude Bellingham (que ficou 49 dias afastado por lesão muscular), Eder Militão, Camavinga e Carreras, também enfrentaram divergências nos prazos e diagnósticos do clube.

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