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Entenda as alternativas de Xabi Alonso para o ataque do Real Madrid sem Mbappé

Treinador não deve ter o francês à disposição e tem algumas alternativas ofensivas para o duelo de domingo (22), contra o Pachuca

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Lance|Do R7

Xabi Alonso comanda Real Madrid em sua estreia como treinador do clube no Mundial; para o segundo jogo, ele não terá Mbappé Patricia De Melo Moreira/AFP

O Real Madrid entra em campo na noite de domingo (22) para enfrentar o Pachuca pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial de Clubes da Fifa. O técnico Xabi Alonso quer se recuperar do tropeço em sua estreia pelo clube no empate com o Al-Hilal, na quarta-feira (18), e terá que contornar um problema no sistema ofensivo da equipe: a ausência de Kylian Mbappé.

O atacante francês se recupera de uma gastroenterite aguda que o tirou da partida de estreia no torneio e a expectativa é que ele não se recupere a tempo para o segundo confronto da chave, contra os mexicanos. Por isso, o treinador precisará pensar, mais uma vez, em uma alternativa que substitua o artilheiro madridista na temporada 2024/25. Para isso, existem alguns cenários possíveis.

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O mais lógico, inicialmente, é a manutenção do esquema utilizado contra o Al-Hilal. O treinador espanhol optou por um esquema 4-3-3, onde levou ao onze inicial Tchouaméni, Valverde e Bellingham no meio-campo para munir o trio de ataque formado por Vini Jr. na esquerda, Rodrygo, pelo lado direito, e jovem Gonzalo García, na referência. O jovem de 21 anos é da base merengue e havia feito apenas seis jogos na equipe profissional, com um gol marcado, antes de entrar como titular no Mundial de Clubes.

O jovem atuou durante todos os 90 minutos e larga como a principal opção para o time titular no segundo compromisso. Entretanto, existem algumas referências táticas recentes no Real Madrid que podem inspirar Xabi Alonso a alterar o esquema. Uma deles seria à moda Carlo Ancelotti, abrindo mão de um homem de referência para ter Bellingham avançado, quase como um falso 9, e os pontas brasileiros mantidos pelo lado.


Essa foi uma formação adotada pelo ex-técnico da equipe, hoje na Seleção Brasileira. À época, Ancelotti ainda não contava com Mbappé no time e usou o trio Bellingham, Vini e Rodrygo com frequência. Coincidência ou não, o time terminou com um título da Champions Legaue, um troféu The Best para Vini e uma temporada de artilheiro para o meia inglês.

Xabi Alonso tem o compromisso de elevar o nível do Real Madrid neste próximo confronto, mas não pode deixar de testar seus novos jogadores em seu novo clube. O jovem técnico precisará equilibrar as ações para entregar o esperado, mesmo que sem 100% de confiança no plano tático, a começar pelo duelo com o Pachuca. No Grupo H, o RB Salzburg, que enfrenta os sauditas, lideram com três pontos após vencerem na primeira rodada.


Dupla de ataque brasileira

Se a ideia for ter superioridade numérica no meio-campo, Xabi pode abrir mão de ter Bellingham mais avançado, sacar Gonzalo García no time titular e ter Vini Jr. e Rodrygo como referências mais à frente. O meio-campo pode ganhar volume com alguns nomes — que têm suas características específicas —, como Modric de titular, o que daria mais liberdade para Valverde, ou Brahim Díaz como quarta peça no meio.

O meia marroquino entrou no lugar de Vini Jr. no último jogo e pode atuar mais aberto. Nesse contexto de titularidade, Díaz poderia cair pelo lado esquerdo do campo, enquanto Vini Jr. atuaria centralizado. Esse esquema não impede que os jogadores do ataque troquem de posição ao longo da partida.


Sem espaço para o ‘esquema Leverkusen’

É difícil projetar que Xabi Alonso repita no Real Madrid a fórmula que o levou ao sucesso no Bayer Leverkusen, da Alemanha. Lá, o espanhol jogava com três zagueiros, um meio-campo povoado, com dois alas ofensivos responsáveis por muitos dos gols da equipe, e um ou dois homens de referência no ataque.

Considerando o elenco do Real Madrid, o time espanhol não dispõe de tantas peças que cumprem essas características. A defesa, por exemplo, não oferece zagueiros e laterais o suficiente para cumprir tais funções.

Na zaga, o clube tem os desfalques de Éder Militão e David Alaba, que estão no processo de retorno de lesão e devem estar disponíveis somente na terceira rodada. Já Rüdiger deve ser relacionado para o próximo confronto, mas ainda sem confirmação se estará apto fisicamente para jogar uma partida completa. Nas laterais, Carvajal, na direita, pode retornar no último confronto da fase de grupos, enquanto Mendy, na esquerda, ainda não tem data definida para seu retorno.

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