Em transição para o profissional, lateral do CSA lamenta paralisação, mas ressalta importância

Mauro, que esteve no elenco do Azulino que disputou a Copinha no início do ano, foi integrado ao elenco principal no Alagoano

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Com alguns clubes retornando aos treinos no CT, as discussões sobre um possível reinício das competições aumentam no decorrer dos dias.

Ao todo, foram oito clubes que voltaram às atividades, porém todos das regiões Sul e Sudeste. Apesar do aumento no número de casos de coronavírus, as equipes avaliam que, seguindo as normas de segurança, é possível retomar gradualmente aos gramados. Na região Norte e Nordeste nenhum clube cogita voltar ainda. Na região Norte e Nordeste nenhum clube cogita voltar ainda.

Em alta antes da paralisação, o lateral Mauro, do CSA, se destacou na Copinha e foi integrado ao elenco profissional, mas sua ascensão foi interrompida por conta da suspensão de treinos e pausa nos campeonatos.

A jovem promessa do time alagoano revela que quer voltar aos treinos no CT mas sabe da necessidade e inviabilidade no momento, além de ressaltar que será completamente diferente do que estavam acostumados. Ele também acredita que, apesar dos cuidados seguidos pelos clubes, é um risco que os jogadores estão correndo em retornar agora.

- A expectativa para voltar é a maior possível, com certeza quero retornar, mas temos que entender que não é um momento fácil, não vai ser uma volta simples e agora não é a hora. Teremos que nos habituar ao nosso novo normal, teremos receio para voltar, sem dúvidas. Então, vai ser uma volta complicada. Acredito que muitos clubes estão pecando muito em quererem antecipar um retorno porque não é viável neste momento, ainda mais aqui em Alagoas, onde estamos vendo que o crescimento de casos está sendo enorme. Creio que a melhor coisa a se fazer agora é nos proteger e proteger nossa família também. Acredito que alguns clubes, apesar de seguir as recomendações e cuidados, estão correndo risco. Nossa saúde em primeiro lugar, não quero colocar me colocar em risco e, consequentemente, minha família também - comentou o atleta, que complementou sobre o período de quarentena:

- Está sendo um período complicado o que estamos vivendo, até pela limitação do que podemos fazer. No começo foi bom, porque tive a oportunidade de ficar em casa, fazia tempo que não passava uns dias com a minha família, mas duas semanas depois eu já queria voltar aos treinos, para a rotina normal. Então, para mim, está sendo difícil por essa limitação.

Ainda sem previsão para retornar ao CT, Mauro revela como está sendo a rotina de treinos, com acompanhamento da comissão técnica e programação organizada para cada dia da semana.

- Estou treinando todos os dias, nosso preparador orienta e manda os treinos para fazermos em casa. Segunda, quarta e sexta temos live com o elenco, fora os treinos táticos que fazemos dois dias por semana. Além disso, temos também os exercícios que são passados para fazer diariamente, que é a programação normal do clube - disse.

Com mais tempo para aproveitar com sua família, o lateral afirma que está gostando deste período em que pode praticar seus hobbies e passar mais tempo ao lado de seus familiares e sua namorada. E mesmo longe dos gramados, ele dá um jeito de continuar próximo, porém de um jeito virtual: jogando videogame.

- No tempo livre o que mais faço é jogar videogame. Depois do treino, já que não posso sair, aproveito o tempo com a minha família e com a minha namorada, já que normalmente não consigo muito porque saio de manhã e chego só à noite em casa. Também estou assistindo todas as séries que eu estava com vontade e não tinha tempo por conta da correria do dia a dia. Mas o que mais faço, sem dúvidas, é jogar videogame. Sou viciado no FIFA, tiro no mínimo umas duas horas por dia para jogar com meus amigos, então está sendo um momento muito bom para mim - concluiu.