Em duelo particular, Mbappé é decisivo, e Vini Jr. sofre com jogo coletivo do Brasil
Camisa 10 da França foi decisivo na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil
Lance|Do R7

Companheiros de Real Madrid, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé entraram em campo nesta quinta-feira, nos Estados Unidos, como os grandes nomes da partida entre Brasil X França. Ambos com a camisa 10 das respectivas seleções, eram os responsáveis por conduzir seus times ao ataque.
E na parte inicial do jogo, o brasileiro mostrava mais disposição. Vini tinha um posicionamento mais próximo da área, já o francês, abandonou o comando do ataque e foi deslocado para o lado esquerdo do campo.
Enquanto Mbappé, com um toque de letra displicente gerou contra-ataque para o Brasil, Vini Jr. tentava costurar a defesa francesa. O 10 brasileiro chegou a dar ótimo passe para Martinelli, que quase abriu o placar após chute de fora da área.
Só que Vini Jr. tinha dificuldade de associação para construir jogadas. Já a França mostrou a Ancelotti como potencializar seu principal jogador com simplicidade. Dembelé colocou Mbappé na cara do gol.
O camisa 10 francês só teve o trabalho de tocar por cima de Ederson para abrir o placar. A partir do gol, o capitão da França passou a ditar o ritmo do jogo.
Aparecia em todas as partes do campo, ajudando na defesa, roubando bola e fazendo a bola girar, administrando a vantagem sobre o Brasil.
Na etapa final, mesmo com um jogador a menos, a França, após mais uma assistência de Olise, dobrou o placar com Ekitike. Foi o suficiente para o técnico Didier Deschamps, que tirou Mbappé.
Titular absoluto, Vini Jr. ficou em campo até o fim. Já com um posicionamento diferente após as trocas de Carlo Ancelotti, ele atuou aberto pela esquerda, ele passou a ter mais liberdade para atacar, e participou do lance que originou o gol do Brasil.
O brasileiro levou a melhor em volume e criação, mas o francês fez a diferença. Vini dominou as ações com a bola (49 contra 31), criou mais oportunidades (três passes decisivos contra um) e acertou dois dribles em seis tentativas, apesar das 17 posses perdidas que refletem seu estilo ousado, sem conseguir converter nenhuma das duas finalizações no gol. Mbappé, mais cirúrgico, abriu o placar com seu único chute certo em três tentativas, perdeu menos bolas (10) e também driblou bem (dois em quatro), provando mais uma vez sua letalidade em momentos decisivos.
Mesmo com um jogador a mais e com Vini Jr. buscando o jogo, o Brasil não conseguiu criar mais perigo para a França, mostrando que é preciso evoluir coletivamente para potencializar seu melhor jogador.
Análise da reportagem com base em dados da plataforma Sofascore











