Lance Do tênis para a universidade nos EUA. E agora de olho nas mídias sociais

Do tênis para a universidade nos EUA. E agora de olho nas mídias sociais

Pedro Carvalho deixou as quadras para seguir novos caminhos 

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Nem sempre é fácil conciliar uma carreira de alto rendimento no esporte com uma vida acadêmica, ainda mais se a carreira universitária também requer “alto rendimento”. Essa escolha é um divisor de águas na vida e tem que ser uma decisão muito bem avaliada. Rogério Minotouro, um dos mais bem sucedidos lutadores de MMA de todos os tempos, abandonou o curso de direito no quinto período para se dedicar integralmente ao sonho de se tornar ícone no esporte e deu certo. O inverso da historia também existe e é o caso de outro baiano: Pedro Carvalho.

O talento com a raquete de tênis lhe rendeu uma bolsa de estudos na Universidade de Arkansas Forth Smith, nos EUA. Ranqueado entre os melhores de Brasília pouco antes de sair do país, ele teve um choque de realidade quando chegou nas competições americanas e precisou decidir o caminho que iria tomar: investir seu tempo e dedicação na carreira de atleta ou na graduação em Negócios Internacionais.

- Chega um ponto em que o atleta tem que tomar essa decisão. Eu, por exemplo, pensava que indo para os EUA eu conseguiria jogar tênis em um nível alto e, ao mesmo tempo, estudar para uma faculdade. E logo no primeiro ano lá percebi que a minha chance de avançar para o próximo nível do tênis era baixa. Eu teria que deixar os estudos em segundo plano e dar ênfase ao tênis apenas. Lá eu jogava contra pessoas do mundo todo e percebi que eu não era tão bom quanto eu imaginava. Então decidi usar o tênis para conseguir a bolsa e me graduar - explicou.

Pedro decidiu investir tempo e conhecimento também no Tik Tok. Com o tempo, se transformou em influenciador dessa nova mídia.

- A projeção do TikTok é a melhor possível. Tem uma análise que mostra que o que dá certo nos EUA geralmente dá certo aqui no Brasil cerca de dois ou três anos depois. Foi assim com Facebook, Youtube e Instagram. O TikTok estourou nos EUA em 2020, começou aqui no Brasil no mesmo ano e acredito que a tendência é, se não este ano, explodir ano que vem. A audiência do TikTok ainda é uma audiência jovem, de adolescentes até pessoas com 25 anos. Quando o pessoal acima dessa idade vir para o TikTok, vai acontecer como aconteceu com o Instagram: virão anúncios, grana envolvida e muita oportunidade - acredita.

Ele dá dicas para os interessados em prosperar nas mídias digitais, evitando golpes:

- A melhor forma de se blindar contra isso é saber onde o sujeito começou, em qual mercado ele está envolvido, se é de alto risco ou não. Desconfie se alguém do meio digital diz que conseguiu dinheiro fácil. Geralmente quem enriqueceu na internet começou de baixo, produziu bastante conteúdo, cresceu aos poucos, viralizou e conseguiu, com o tempo, chegar a um certo patamar, a monetizar a audiência. Então, minha dica é: fiquem de olho. Procure saber se aquele realmente é o nome da pessoa, se já se envolveu em algum escândalo, em pirâmide. Enfim, saber o histórico é fundamental para evitar cair em golpes.

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