Defesa de David, do Vasco, se pronuncia após jogador ser intimado a entregar passaporte
Em nota, assessoria destacou que a Justiça negou os pedidos de prisão preventiva
Lance|Do R7

A defesa do atacante David, do Vasco, manifestou-se oficialmente sobre as investigações que apuram um possível envolvimento do jogador com uma organização criminosa, após o jogador ser obrigado a entregar o seu passaporte para a polícia. Em nota assinada pelo advogado Silmar Junior, a defesa negou integralmente as acusações e reafirmou a confiança na inocência do atleta.
No comunicado, o advogado destacou que os pedidos de prisão preventiva, bloqueio de imóvel e de ativos financeiros foram negados pela Justiça. Para a defesa, a decisão reforça a fragilidade dos elementos apresentados contra o jogador. Ele também ressaltou que o recebimento da denúncia não significa uma condenação, mas apenas uma análise preliminar dos fatos, que ainda serão esclarecidos durante o andamento do processo.
Ao final da nota, a defesa afirmou que David continuará colaborando com as autoridades e cumprindo todas as determinações judiciais. O advogado demonstrou confiança de que, ao término do processo, a inocência do jogador será reconhecida.
Confira a nota na íntegra:
“A defesa de David nega integralmente as acusações desde o início das investigações e reafirma sua plena confiança na inocência do atleta.
Os pedidos de prisão preventiva, bloqueio de imóvel e de ativos financeiros foram negados pela Justiça, circunstância que reforça a posição da defesa quanto à fragilidade dos elementos apresentados contra o atleta. O recebimento da denúncia não representa condenação, mas apenas um juízo preliminar sobre fatos que serão esclarecidos no curso do processo.
David segue colaborando com a Justiça, como sempre fez desde o início. Cumprirá as determinações judiciais e, ao final, restará demonstrada sua total inocência, com a consequente absolvição.
Silmar Junior
Advogado de David"
Entenda o caso David
David é investigado no âmbito da Operação A Tropa, conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo, que apura suspeitas de organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro. As investigações também apuram possíveis conexões com o CV (Comando Vermelho).
Nesta sexta-feira (30), o atacante foi intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro a comparecer à 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, para apresentar o passaporte e tomar ciência das medidas cautelares determinadas pela Justiça capixaba.
Entre as determinações estão a proibição de deixar o território nacional, a restrição de contato com outros investigados e testemunhas e a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça. O descumprimento injustificado das medidas poderá resultar em um pedido de prisão preventiva, mediante decisão judicial.










