Lance De olho no Mundial, triatlo brasileiro faz pedalada de 100 km até Nazaré

De olho no Mundial, triatlo brasileiro faz pedalada de 100 km até Nazaré

Dias antes da ida para Hamburgo, atletas percorreram trajeto diferente em Portugal

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A equipe brasileira de triatlo realizou uma preparação intensa com foco na volta das competições. Em Portugal para a Missão Europa de treinamentos em meio às restrições da pandemia no Brasil, o grupo pedalou entre as cidades de Rio Maior até Nazaré, onde fica uma das maiores ondas do mundo, em um trajeto de 100 km.

A atividade foi uma das últimas antes do embarque para Hamburgo (ALE), para a disputa do Campeonato Mundial, que acontece a partir deste sábado, e que terá a participação de sete atletas do país. A pedalada durou quase três horas e, depois, os triatletas ainda fizeram alguns tiros de corrida na esteira do CT de Rio Maior.

A preparação está sendo feita no Centro de Treinamento de Rio Maior graças ao projeto do Comitê Olímpico do Brasil (COB), em parceria com as confederações.

- Usualmente nos finais de semana, temos uma sessão mais longa de ciclismo. O pessoal curtiu, porque Nazaré era um local que não conheciam com uma paisagem fenomenal. É bom que dá uma arejada na cabeça. Foi um treino de carga dura disfarçado de leve. Daqui a uma semana temos a principal prova do ano, isso é um privilégio. Então, quase finalizar o camping com um treino como esse, eleva a motivação do grupo e ajuda a esquecer um pouco a pressão pela competição - analisou o treinador da seleção Elite de triatlo, Eduardo Braz.

O treinamento de domingo foi também uma forma dos atletas saírem da rotina e respirar novos ares.

- Sair da nossa rotina uma semana antes da competição é um ganho e nos deixa um pouco menos pressionados. Foi um treino bem legal, diferente do que estávamos acostumados a fazer aqui. A estrada é ótima e Nazaré é muito bonito. Isso que a gente precisava para unir a equipe. Hoje a gente só ganhou - elogiou a paulista Djenyfer Arnold.

As semanas de treinamento em conjunto na cidade de Rio Maior, que já recebe o triatlo brasileiro há mais de dez anos, foram um diferencial na preparação para o Mundial, segundo o treinador da equipe brasileira.

- A Missão Europa trouxe a possibilidade de fazermos um trabalho de qualidade em grupo, que nenhum dos atletas estava fazendo no Brasil. A estrutura aqui em Rio Maior é fantástica, a gente conhece bem e, nesse ano tão atípico, conseguir três semanas antes da principal prova nos dá confiança. Espero que tenhamos um bom resultado - projetou Eduardo.

O Brasil competirá em Hamburgo nas provas individuais feminina e masculina e no revezamento misto, que agora faz parte do Programa Olímpico dos Jogos de Tóquio. Após o Mundial, a equipe segue para a República Tcheca para disputa de outra prova nesta retomada.

Em Rio Maior, o triatlo brasileiro ainda proporciona experiência para uma equipe junior, que competirá em Portugal no próximo final de semana.

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