Crise na Itália: Maldini e Leonardo pedem demissão duas semanas após contratação
Maldini e Leonardo não completaram um mês à frente da direção de futebol
Lance|Do R7

A interferência da Federação Italiana no veto ao técnico Andrea Pirlo provocou o pedido de demissão imediato do diretor técnico Paolo Maldini e do assessor Leonardo. As renúncias ocorrem apenas 14 dias após a posse dos dirigentes e mergulham a entidade em um novo turbilhão político.
De acordo com a Sky Sport Itália, o nome de Roberto Mancini desponta como o favorito para assumir o comando da Azzurra, enquanto o ex-zagueiro Giorgio Chiellini surge como forte cotado para ocupar a vaga deixada por Maldini na direção técnica.
O estopim: veto a Pirlo
A indicação de Andrea Pirlo ganhou força logo após o fracasso nas negociações com Pep Guardiola. O presidente da federação, Giovanni Malagò, havia concedido autonomia total a Maldini para definir o novo comandante. No entanto, o recuo do mandatário e o consequente cancelamento do acordo provocaram a indignação do ex-zagueiro.
O contrato de Pirlo como garoto-propaganda de uma casa de apostas russa motivou contestação pública na Itália. Políticos criticaram duramente a vinculação da imagem do treinador ao país do presidente Vladimir Putin, em razão do conflito armado contra a Ucrânia.
Pesou também o fato de Pirlo treinar o United FC, dos Emirados Árabes Unidos — clube pertencente ao empresário russo Sergey Lomakin, ligado à mesma empresa de apostas. Embora o estafe do técnico tenha garantido que a rescisão com a equipe árabe anularia o compromisso comercial sem empecilhos jurídicos, a federação optou pela intervenção preventiva para evitar desgastes de imagem.
Saída precoce e busca por estabilidade
Oficializados nos respectivos cargos no dia 11 de julho, Maldini e Leonardo entregam as funções com menos de um mês de trabalho em resposta ao veto do presidente. Para afastar o clima de instabilidade na entidade, a Azzurra agora busca apoio em outros nomes históricos do futebol italiano.










