Lance Ciclismo: Alaphilippe assume culpa por erro que custou vitória na Bélgica

Ciclismo: Alaphilippe assume culpa por erro que custou vitória na Bélgica

Na Liège-Bastogne-Liège realizada no último domingo,  atual campeão mundial fechou rivais, comemorou o triunfo antes da hora e acabou ultrapassado na chegada

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Campeão mundial de ciclismo (conquista que obteve há duas semanas), o francês Julian Alaphilippe viralizou nas redes sociais. Na chegada da Liège-Bastogne -Liège, (uma das cinco mais tradicionais provas de um dia do ciclismo mundial, chamadas Monumento), ele, após liderar o sprint final e ter duas bicicletas de vantagem, abriu os braços para comemorar a vitória nos últimos cinco metros antes da chegada. Acabou sendo ultrapassado por Primoz Roglic, que ficou com o título. A foto da chegada ganhou o mundo, mas a verdade é que Alaphilippe não venceria mesmo se cruzasse na frente: por ter fechado os rivais, no início do sprint final - que tinha ele, os eslovenos Roglic, Tadej Pogacar e Matej Mohoric, e o suíço Marc Hirschi - Alaphilippe acabou punido, caindo para o fim deste pelotão, em quinto lugar.

Nesta segunda-feira, Alaphilippe comentou a punição:

- Assumo o erro. Comecei o meu sprint a 200 metros da chegada, mas depois cometi este erro, pelo qual assumo toda a responsabilidade. Estou ciente de que o meu desvio causou um problema aos outros pilotos e peço desculpas por isso, mas quero frisar que não o fiz de propósito. Aceito a decisão do júri e tudo o que posso fazer agora é me concentrar nas próximas corridas.

Sobre a comemoração antes da hora, motivo de tantas memes pelo mundo, ele preferiu não tecer comentários.

Vale citar que, por causa da pandemia, a temporada do ciclismo foi prejudicada, com muitas provas se encavalando num curto espaço de tempo. Tanto que a Liège-Bastogne-Liège ocorreu no mesmo dia em que se disputava a segunda etapa do Giro da Itália.

Assim, a prova contou com a presença de vários ciclistas de ponta que disputaram o Tour de France (encerrado há três domingos) e declinaram do Giro (que tem 21 etapas e é duríssimo). Não por acaso, os três primeiros colocados foram ciclistas que brilharam no tour, vencendo várias etapas da prova francesa: Primoz Roglic (esloveno da Ineos, vice-campeão) o campeão Tadej Pogacar (esloveno da Emirates e o campeão do Tour-2020) e Marc Hirschi (suíço da Sunweb, que foi o atleta mais combativo do Tour).

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