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Caos nos aeroportos dos EUA geram alerta às vésperas da Copa do Mundo

Aeroportos dos EUA enfrentam colapso logístico em meio a viagens perto da Copa

Lance

Lance|Do R7

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Crise afeta terminais cruciais em cidades como Atlanta, Houston e Nova York Bing Guan/Reuters - 02.03.2026

Nas últimas semanas, os maiores aeroportos dos Estados Unidos foram tomados por um cenário de colapso logístico, com passageiros enfrentando filas de até quatro horas para passar pela segurança. A crise afeta diretamente terminais cruciais em cidades como Atlanta, Houston e Nova York, que gera um alerta máximo de infraestrutura a poucos meses do início da Copa do Mundo de 2026, que terá o país como sede principal ao lado de Canadá e México.

O gargalo ocorre no momento em que cerca de 170 milhões de passageiros viajam para as tradicionais férias de primavera. No entanto, a preocupação central das autoridades logísticas e esportivas é o impacto que esse cenário pode ter no fluxo massivo de torcedores estrangeiros esperado para o torneio da FIFA, caso a situação não seja normalizada rapidamente.


Raiz da crise e o déficit na segurança

O agravamento das filas é resultado de uma redução drástica no quadro de funcionários da TSA (Administração de Segurança de Transporte). O órgão sofre com a falta de verbas federais para o pagamento de salários devido à ausência de um acordo no Congresso americano para o financiamento do DHS (Departamento de Segurança Interna). O bloqueio do orçamento foi liderado por parlamentares democratas em fevereiro, como forma de protesto contra as recentes operações de imigração do governo do presidente Donald Trump.

Sem receber salário por mais de um mês, muitos agentes da TSA entraram em greve ou passaram a faltar aos turnos. Em aeroportos de grande porte, que inclusive receberão jogos da Copa do Mundo, a ausência de funcionários chegou a 40%. A Casa Branca também confirmou que mais de 400 servidores da agência pediram demissão desde meados de fevereiro, forçando as administrações aeroportuárias a recomendarem que os passageiros cheguem com mais de três horas de antecedência para os voos.


Estratégia do governo

Diante da iminência de um colapso total no transporte aéreo, o presidente Donald Trump anunciou que deslocará agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para auxiliar na operação dos terminais. A medida gerou forte repercussão, uma vez que o controle regular de bagagens e passageiros em embarques não faz parte das atribuições originais ou do treinamento padrão desses agentes.

O diretor do ICE, Tom Homan, esclareceu que sua equipe não participará diretamente da revista dos passageiros. A estratégia do governo é utilizar o efetivo do ICE em funções de apoio e segurança periférica, liberando os profissionais da TSA que permaneceram em seus postos para que foquem exclusivamente no controle das filas e na operação dos scanners de raio-x, na tentativa de dar vazão ao fluxo de viajantes.


Reações sindicais e o impasse no Congresso

A decisão de envolver a agência de imigração na segurança doméstica dos aeroportos enfrentou dura oposição. A Federação Americana de Funcionários do Governo (AFGE), sindicato que representa a categoria da TSA, declarou que seus trabalhadores merecem ter os salários regularizados em vez de serem substituídos por agentes armados de outra divisão.

No âmbito político, a oposição democrata também criticou a manobra. O líder da minoria na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, argumentou que alocar profissionais sem o treinamento específico em um ambiente sensível como o aeroportuário é um risco desnecessário. O partido condiciona a aprovação do orçamento do DHS a um pacote de reformas no ICE, exigindo que os agentes sejam proibidos de cobrir os rostos, que se identifiquem claramente durante as operações de imigração e que os critérios legais para ordens judiciais sejam endurecidos.

Até o momento, as negociações seguem travadas em Washington. Um projeto de lei que destravaria os fundos do DHS e regularizaria os pagamentos da TSA falhou em avançar no Senado recentemente, mantendo a incerteza sobre a infraestrutura aérea dos Estados Unidos justamente no ano em que o país se prepara para receber o maior evento de futebol do planeta.

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