Adílson Batista critica 'perseguição' e diz que nunca treinaria o Atlético

Ex-comandante da raposa e chamou futebol brasileiro de 'várzea' por demitir treinadores com pouco tempo de trabalho e disse: 'Sou Cruzeiro'

Adilson criticou a rotatividade de técnicos no país

Adilson criticou a rotatividade de técnicos no país

Lance

Em bate papo com o Lance!, Adilson Batista falou de diversos assuntos como a participação de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro e do período conturbado que teve no Cruzeiro, seu último clube. Apesar de estar no mercado, o ex-comandante da Raposa afirmou que nunca treinaria o Atlético-MG e ainda provocou o Galo.

"Sou Cruzeiro, sou cabuloso. Quem ganha [em Minas] é o Cruzeiro, ninguém vai ganhar o Brasileiro? Tira o Cruzeiro do estado de Minas Gerais e conta os títulos brasileiro de Minas. Dá quanto?", disse, fazendo alusão ao longo período de seca de título Brasileiro do Atlético, que não vence desde 1971.

Sobre um possível 'ano sabático', após ter deixado o Cruzeiro em março, o treinador afirmou que já se lamentou por estar sem um clube, mas vê essa situação como uma rotina diária dos técnicos de futebol, no Brasil.

"Já até chorei em função disso, mas hoje não fico mais me lamentando. O Cristóvão (Borges) ficou três meses no Corinthians, Oswaldo três meses, aí daqui a pouco um fica dois ali, fica um aqui... Hoje em dia no Brasil é várzea. Você tem que fazer mala para um mês, dois meses... Infelizmente é assim. Eu perdi um jogo no Santos e me mandaram embora. O Sampaoli, se a multa dele fosse R$ 100 mil, perdeu Paulista e Sul-Americana, você acha que ele continuaria lá? Ele botou uma multa gigantesca no Atlético-MG, mas o Dudamel não colocou e foi embora", afirmou.

Batista avalia ainda que parte da culpa da rotatividade dos treinadores vem das Torcidas Organizadas.

"O torcedor grita e o dirigente fica com medo. Eu queria que o torcedor da torcida organizada, aqueles que tem um pouco de consciência, fosse no congresso, no governo... Aí fica organizadas vestidas de preto quebrando as coisas achando que é democracia. Isso aí é marginal, bandido que vai atrás de treinador e jogador. Por que não vai atrás de político corrupto? Isso que eu fico triste",  disse.