O brasileiro Felipe Kitadai não conseguiu repetir o desempenho dos Jogos Olímpicos de Londres, quando conquistou a medalha de prata, ao ser eliminado logo na sua estreia pelo Mundial de Judô do Rio de Janeiro pelo sul-coreano Won Jun Kim, nesta segunda-feira no Maracanãzinho.
O paulista de 24 anos, que chorou de alegria na capital britânica, não conteve as lágrimas na Cidade Maravilhosa, mas desta vez o choro foi de decepção.
"É difícil dizer o quanto é amargo perder desta forma, mas é um gosto amargo mesmo. Sei o quanto é ruim sentir esse gosto na boca. Treino para não sentir isto. Quero me sentir bem, quero vencer. Este gosto ruim não quero nunca mais", lamentou Kitadai.
O brasileiro foi dominado durante toda a luta e começou muito mal, levando um shido (punição) pouco mais de 30 segundos depois do início.
Sua situação ficou ainda mais complicada faltando três minutos para o fim, quando levou outro shido.
Com a necessidade de partir para cima, o brasileiro acabou sendo surpreendido por um wazari que deu ao sul-coreano uma ampla vantagem, o suficiente para garantir a vitória com certa tranquilidade.
"Ele conseguiu duas punições que me obrigaram a fazer um golpe. Acabei caindo para trás e ele me reverteu. Isso foi a grande diferença, ele abriu duas punições e soube usar essa vantagem", analisou.
Kitadai reconheceu que enfrentou um adversário difícil logo na sua primeira luta, mas preferiu não culpar o sorteio.
"Enfrentar um coreano é sempre complicado, mas a gente treina para ser campeão, não posso culpar o sorteio. A sorte ajuda, mas não é assim que conquistamos medalhas. Temos que treinar, lutar e ganhar", explicou o judoca.
O brasileiro também descartou ter sentido pressão por competir em casa e se disse satisfeito com sua preparação.
"Eu me sentia muito bem, estava treinando super bem, a preparação foi perfeita, mas a competição é isso aí, dessa vez fiquei fora", completou.
Kitadai lutou exatamente ao mesmo tempo que a também brasileira Sarah Menezes, atual campeã da categoria até 48 kg, que acabou derrotando por ippon a belga Amélie Rosseneu no tatame ao lado.
Com um sorriso estampado no rosto depois de sua luta, Sarah fechou a cara poucos segundos depois, quando viu o compatriota chorando muito ao passar na sua frente para deixar o tatame.
A brasileira também venceu sua terceira luta, contra a turca Ebru Sahin, e avançou às semifinais da competição.
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