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Justiça dos EUA: Teixeira recebeu propina por voto no Catar para Copa

Documento aponta que o ex-presidente da CBF e cartolas de outras confederações de futebol receberam dinheiro em troca de seus votos

Esportes|Do R7

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Ricardo Teixeira foi banido do futebol no final de 2019
Ricardo Teixeira foi banido do futebol no final de 2019

O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) Ricardo Teixeira teria recebido propina para votar a favor do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. A afirmação foi revelada nesta segunda-feira (7) em um documento da Justiça dos Estados Unidos. 

"Vários membros do comitê executivo receberam subornos em conexão com seus votos. Por exemplo, os réus Ricardo Teixeira, Nicolas Leoz [ex-presidente da CONMEBOL] receberam pagamentos de suborno em troca de seus votos a favor do Catar para sediar a Copa do Mundo de 2022", afirma o documento, que não revela os valores pagos aos cartolas.


Leia mais: Qatar pagou R$ 3,4 bi à Fifa para sediar a Copa de 2022

Ao final do ano passado, a Fifa considerou Ricardo Teixeira culpado por crimes de suborno e proibiu o cartola de se envolver em atividades ligadas ao esporte. Ele também foi multado em 1 milhão de francos suíços (R$ 5,4 milhões).


A denúncia da justiça norte-americana aponta ainda que foram oferecidas também propinas ao ex-presidente da Concacaf Jack Warner e o ex-presidente da Federação Nacional de Futebol da Guatemala Rafael Salguero em troca dos votos favoráveis ao Catar.

De acordo com o documento, Teixeira e outros cartolas "usavam suas posições para se engajar em esquemas que envolvem a solicitação, oferta, aceitação, pagamento e recebimento de pagamentos, subornos e propinas não divulgados e ilegais."

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