Em uma Copa do Mundo repleta de grandes jogos, goleadas e lindas jogadas, Nigéria e Irã protagonizaram um insosso 0 a 0 em Curitiba, nesta segunda-feira pelo Grupo F, e tornaram-se os responsáveis pelo primeiro empate deste Mundial.
O resultado acabou sendo pior para os nigerianos, favoritos nesse duelo contra os iranianos, mas que não conseguiram transformar a posse de bola (65% na partida) em gols.
Para os iranianos, resta apenas a satisfação de ter recebido o carinho da torcida brasileira, que adotou o time persa neste sábado e o apoiou durante todo o jogo.
Com o empate, ambas as seleções dividem o segundo lugar do Grupo G com um ponto, logo atrás da grande favorita Argentina, que no domingo venceu a Bósnia no Maracanã.
No próximo sábado, os iranianos terão a difícil missão de segurar Messi e companhia em Belo Horizonte, enquanto nigerianos e bósnios medem forças em Cuiabá.
A atual campeã africana do técnico Stephen Kesi entrou em campo com todo o favoritismo, apresentando jogadores com experiência internacional, como Emenike (Fenerbahçe-TUR), Moses (Liverpool-ING), Musa (CSKA Moscou-RUS) e Obi Mikel (Chelsea-ING).
Em contraste, no Irã do técnico português Carlos Queiroz, apenas o meia Dejagah, do Fulham (rebaixado nesta temporada para a segunda divisão inglesa) e o goleiro Haghighi, do Rubin Kazan russo, têm experiência em ligas competitivas.
Junto com a Bósnia, as duas equipes tentam conseguir a vaga para as oitavas de final que vai sobrar no Grupo F, já que, a não ser por uma catástrofe, a Argentina de Lionel Messi deve ficar com o primeiro lugar. Os nigerianos sabiam que o duelo contra o Irã, tida como a seleção mais fraca da chave, era essencial para as pretensões africanas na competição.
Apesar do domínio de bola, as "Super Águias" não criaram muitas chances de gol, encontrando pela frente um adversário tecnicamente fraco, mas muito aguerrido.
Na melhor oportunidade do primeiro tempo, Emenike cruzou da linha de fundo para Onazi, mas a zaga persa afastou. Na sequência do lance, a bola sobrou para Onazi dentro da área, mas o meia chutou para fora, aos 8 minutos de jogo.
O Irã deu o troco aos 33. Num escanteio vindo da direita, o atacante Ghoochannejhad desviou de cabeça na pequena área e obrigou Eneyma a fazer uma defesa de puro reflexo.
De emocionante na primeira etapa, não teve muita coisa além disso.
Na volta do intervalo, o panorama da partida não mudou. Com 63% da posse de bola, a Nigéria continuou mandando no jogo, mas sem criar chances claras de gol.
A torcida brasileira, que tinha adotado no primeiro tempo os iranianos, claros azarões, começou a perder a paciência e vaiar a cada domínio de bola errado ou lançamento para ninguém de ambas as equipes.
Nos últimos 15 minutos de jogo, os africanos ensaiaram uma pressão em busca de um gol salvador.
Aos 35, Azeez tocou para Odemwingie, recebeu de volta, matou no peito e pegou de voleio. A bola passou raspando pelo gol de Haghighi, mas o árbitro equatoriano Carlos Vera viu mão na matada de bola do jogador nigeriano.
No último minuto, Odemwigie cabeceou forte para o gol, após cobrança de escanteio, mas Haghighi defendeu, garantindo o primeiro empate da Copa do Mundo no Brasil.
Após o fim do jogo, os cerca de 40.000 torcedores que lotaram a Arena da Baixada não seguraram a vaia, decepcionados por terem assistido a um confronto que tem tudo para ser o pior jogo do Mundial até agora.
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