MP apoia Leila Pereira em embate com Dudu: ‘Forte e ácida sem ofender’
Em parecer enviado ao tribunal, procuradora indefere recurso do jogador sobre sentença que rejeitou queixa-crime
Jogada 10|Do R7
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O Ministério Público de São Paulo se posicionou a favor de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, em disputa judicial contra o atacante Dudu. Em parecer encaminhado ao Tribunal de Justiça, a procuradora Tereza Exner rejeitou o recurso apresentado pelo jogador, que buscava reverter decisão anterior e abrir uma queixa-crime contra a dirigente por suposta injúria e difamação.
Para o órgão, as declarações de Leila não configuram crime. Afinal, se limitaram a comparações entre atletas e críticas dentro de um contexto de divergência pública.
“Crítica forte, veemente e ácida, com certeza. Mas não se infere ofensa”, avaliou a promotora.
Entre os pontos analisados, aliás, o órgão destacou a fala da presidente de que Dudu teria “saído pela porta dos fundos” do clube, entendendo que se tratava de opinião emitida em meio a um conflito notório. Também avaliou, portanto, que a afirmação de Leila sobre o comportamento do jogador em relação a ela não teve intenção de rotulá-lo como misógino, reforçando o entendimento já firmado em primeira instância.
“Como se vê, em nenhuma das manifestações da querelada (Leila) se infere a presença de elementos que justificassem o reconhecimento de abuso ou transgressão dos limites legais da crítica, ainda que contundentes e incisivas, todas elas feitas em um contexto de disputa jurídica acirrada entre as partes”, disse o Ministério Público.
Capítulos intermináveis da disputa judicial entre Leila e Dudu
Em setembro de 2025, a Justiça paulista havia negado a queixa-crime movida por Dudu, atualmente no Atlético-MG. Na ocasião, a juíza Érica Aparecida Ribeiro Lopes e Navarro Rodrigues, da 13ª Vara Criminal, concluiu que Leila exerceu sua liberdade de expressão ao criticar o atleta, sem ultrapassar limites legais.
O processo foi iniciado em julho de 2025, quando Dudu alegou que entrevistas concedidas pela dirigente nos dias 13 e 17 de janeiro daquele ano teriam ofendido sua honra.
Nas declarações, Leila afirmou que o atacante causou “prejuízo milionário” ao Palmeiras ao desistir de uma transferência para o Cruzeiro. E reforçou que sua saída ocorreu de forma negativa. A defesa do jogador, por outro lado, sustentou que tais falas tinham como objetivo prejudicar sua imagem pública.
Apesar da derrota nesse processo criminal, a disputa entre ambos continua na esfera cível. Na 11ª Vara Cível de São Paulo, Leila move ação contra Dudu pedindo indenização de R$ 500 mil por danos morais. O atacante, por sua vez, apresentou pedido semelhante contra a presidente, também no valor de R$ 500 mil.













