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Goleiro da RD Congo jogou a Copa de forma irregular, e Fifa sabia do problema

Documentos revelam que Lionel Mpasi não havia concluído a troca de nacionalidade exigida, mas mesmo assim atuou no torneio

Jogada 10

Jogada 10|Do R7

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Mpasi estaria sem condições de jogo para atuar na Copa do Mundo 2026 Divulgação/Fecofa

A participação de Lionel Mpasi na Copa do Mundo 2026 está no centro de uma nova controvérsia envolvendo a Fifa. Documentos revelados nesta terça-feira (6) pelo jornal americano The New York Times e pelo francês Le Monde mostram que o goleiro da República Democrática do Congo não concluiu a tempo o processo necessário para trocar sua representação internacional, mas mesmo assim disputou as Eliminatórias e esteve em campo no Mundial.

Mpasi nasceu em Meaux, nos arredores de Paris, e defendeu a seleção francesa nas categorias de base. Por isso, precisava concluir formalmente o processo para passar a representar a RD Congo em competições oficiais.

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De acordo com os documentos, a federação congolesa iniciou o procedimento em 2021, porém não concluiu a papelada exigida pela Fifa. Dessa forma, o goleiro permaneceu sem cumprir uma etapa considerada necessária para a mudança de associação.

Fifa identificou o problema antes da Copa

A própria estrutura jurídica da Fifa teria identificado a irregularidade antes da repescagem intercontinental, em março. Mesmo assim, a Fifa permitiu que o goleiro atuasse contra a Jamaica, partida que garantiu à RD Congo a classificação para a Copa do Mundo.

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Antes disso, a Nigéria já havia contestado a utilização de jogadores congoleses após perder na repescagem africana. A seleção nigeriana tentou questionar a elegibilidade dos atletas e buscou uma revisão da classificação.

No caso de Mpasi, porém, a Fifa rejeitou a reclamação por uma questão técnica relacionada ao prazo e aos procedimentos do recurso. A entidade afirmou que seus comitês são autônomos e analisam cada caso conforme os regulamentos e as circunstâncias apresentadas.

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