Final da Champions coloca frente a frente a dupla de zaga da seleção brasileira
Marquinhos e Gabriel Magalhães estarão em lados opostos na decisão entre Arsenal e PSG hoje, em Budapeste
Jogada 10|Do R7

A final da Champions deste sábado (30), às 13h (de Brasília), entre PSG e Arsenal, colocará frente a frente dois dos principais zagueiros da seleção brasileira.
Enquanto Marquinhos lidera a defesa do PSG, Gabriel Magalhães é uma das referências do sistema defensivo dos Gunners.
Para a imprensa europeia, o confronto em Budapeste serve também como uma prévia da dupla que pode representar o Brasil na próxima Copa do Mundo.
A decisão, disputada na Puskás Arena, na Hungria, reúne duas equipes que tiveram campanhas de destaque na temporada e coloca em evidência dois jogadores que vivem momentos distintos na carreira.
Para o jornalista francês Clement Brossard, correspondente da rádio RMC em Londres, Gabriel Magalhães chega à final em melhor fase. Embora reconheça a importância histórica de Marquinhos para o PSG, ele acredita que o defensor do Arsenal vive atualmente um nível superior de desempenho.
“Marquinhos é um símbolo do PSG, mas Gabriel tem características diferentes e atravessa um momento muito forte. Existe até a possibilidade de esta ser a última temporada de Marquinhos no clube ou mesmo na Europa. Hoje, vejo Gabriel um pouco à frente”, avaliou.
Marquinhos construiu uma trajetória marcante no clube francês. Desde sua chegada a Paris, há 13 anos, acumulou 522 partidas e se tornou o jogador que mais vezes vestiu a camisa do PSG. Ao longo desse período, marcou 43 gols, sendo dois deles nesta temporada.
Gabriel Magalhães, zagueiro artilheiro do Arsenal
Do outro lado, Gabriel Magalhães se consolidou como uma das peças mais importantes do Arsenal. Prestes a completar seis temporadas em Londres, o zagueiro soma 260 jogos e 24 gols pelo clube inglês. Na atual temporada, balançou as redes quatro vezes.
Brossard destacou ainda a versatilidade e a confiança transmitida pelo brasileiro.
“Ele demonstra na Premier League que consegue atuar em diferentes situações com alto nível de desempenho. É um jogador que passa segurança para o Arsenal e também pode ser muito importante para o Brasil na Copa do Mundo”, afirmou.
A boa fase de Gabriel também foi destacada pelo jornalista Simon Collins, do tabloide britânico The Sun. Na visão dele, o defensor se tornou um dos atletas mais decisivos do elenco comandado por Mikel Arteta.
“Foi uma temporada excelente. Ele está entre os principais jogadores do Arsenal, ao lado de David Raya e Declan Rice. Além da solidez defensiva, contribui muito nas jogadas de bola parada ofensiva. Sua evolução desde que chegou ao clube foi impressionante. Hoje é um líder e está entre os melhores zagueiros da Premier League”, analisou.
Duelo entre melhor ataque e defesa menos vazada na Champions
Além do duelo individual entre os brasileiros, a final também reserva um interessante contraste de estilos. O Arsenal chega com a defesa mais eficiente da competição, tendo sofrido apenas quatro gols em 14 partidas. Já o PSG possui o ataque mais produtivo desta edição, com 44 gols marcados.
A última vez que uma decisão da Champions colocou frente a frente o melhor ataque e a melhor defesa do torneio foi na temporada 1993/94, quando o Milan derrotou o Barcelona por 4 a 0.
Questionado sobre a capacidade dos ingleses de neutralizar a força ofensiva do PSG, Brossard acredita que o Arsenal tem condições de equilibrar a disputa do título da Champions.
“O Arsenal tem qualidade para isso. O título inglês trouxe ainda mais confiança ao grupo e mudou a percepção sobre a equipe. Eles chegam à final acreditando que podem competir em alto nível”, explicou.
Mesmo assim, o jornalista prevê uma partida equilibrada e cheia de desafios para os dois lados.
“Será um jogo complicado para todos. Muitos colegas ingleses consideram esta uma das melhores defesas da história do Arsenal. Ao mesmo tempo, jogadores como Désiré Doué e Kvaratskhelia oferecem enorme perigo nos contra-ataques do PSG. Por isso, tanto Gabriel quanto Saliba também terão muito trabalho”, concluiu.














